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Racetest - Honda CRF 450R 2024


Texto Carlos Lázzaro Fotos Luis Bueno

Depois de alterações significativas no modelo 2023, não houve atualização no modelo 2024. Mantidas as características da versão anterior, devemos nos lembrar que a CRF 450R 2023 garantiu o título do campeonato americano de motocross, com o australiano Jett Lawrence, em sua estreia na categoria.


Indiscutivelmente, durante anos a Honda foi a marca preferida dos amantes brasileiros do off-road, principalmente do motocross. Mesmo depois da "invasão" dos modelos de outras marcas, ainda há muitos aficionados, conhecidos como "hondistas", que mantêm a paixão pela marca e suas motocicletas, que tem um histórico de modelos confiáveis e duráveis. O modelo com motor 450 centímetros cúbicos é a vedete da linha, que sofreu uma grande remodelação em 2021 e manteve grande parte das suas características até hoje. Muitos arriscam dizer que a linha 2025 terá novidades, em parte pela equipe oficial do Mundial de Motocross estar utilizando uma motocicleta modificada.


Recentemente a Honda comemorou 50 anos de motocross, desde o lançamento do modelo específico CR250M Elsinore 1974. De lá pra cá, a marca vem colecionando inúmeros títulos no Mundial e em grandes campeonatos, como o AMA Motocross e Supercross. Inclusive, ela garantiu o título americano no motocross com o piloto australiano Jett Lawrence na temporada passada. No Brasil não é diferente, com a marca acumulando vários títulos nacionais. Vale completar que, para comemorar as cinco décadas de motocross, foi lançado o modelo limitado CRF 450R 50th Anniversary, que ganhou banco azul, rodas douradas, number plates com o fundo branco e outros atributos, tudo lembrando os modelos dos anos 1980.



Já a CRF 450R 2023 apresentou algumas mudanças substanciais e, portanto, o modelo 2024 não recebeu atualizações. Mas é interessante relembrarmos as principais alterações realizadas no modelo anterior. Começamos pelo chassi, que teve alteração na espessura, 2 mm mais grossa (de 4 mm para 6 mm), contudo ficando cerca de 650 g mais leve que a geração anterior. Recebeu ainda novos suportes do motor e acesso à caixa do filtro de ar através do number plate lateral esquerdo, permitindo limpeza ou troca do elemento mais rápida e limpa.


Na suspensão Showa, a mola do amortecedor ganhou nova especificação, de 54 N/mm por 56 N/mm, que para muitos deixou a traseira mais rígida; enquanto as bengalas de 49 mm receberam nova configuração, que as deixaram mais macias no primeiro estágio e mais rígidas no segundo.



O motor também recebeu algumas mudanças em 2023: novas entradas de admissão, comando de válvulas com novo perfil, novo corpo do acelerador Keihin (de 46 mm para 44 mm); novo mapeamento da ECU, e núcleo do silencioso alterado, com alumínio mais resistente e novo desenho das perfurações. O modelo apresenta três mapas diferentes – padrão, suave e agressivo –, e botão de controle de tração e gráficos com impressão digital similar ao da moto de fábrica. Há ainda uma embreagem hidráulica Nissin igual às das motos de competição do MXGP (segundo a fábrica), guidão Renthal com ajuste em quatro posições, tanque de combustível em titânio com capacidade para 6,3 litros, aros D.I.D, curva do escapamento com o sistema "bomber", protetor de disco dianteiro e motor (plástico) e disco de freios com 260 mm (diant.) e 240 mm. O peso total (em ordem de marcha) anunciado é 105,8 kg.



COMPORTAMENTO - Chega de informações sobre suas características e vamos ao que interessa, acelerar essa máquina campeã! Para isso, fomos até o centro de treinamento Kalango Cego, em Itupeva (SP), que recentemente recebeu uma etapa do Campeonato Paulista de Motocross. Num dia ensolarado, o fotógrafo Luis Bueno nos encontrou na pista tratada por volta das 8 horas. Só depois das fotos dos detalhes que a nova Honda CRF 450R foi liberada para entrar na pista.


A primeira impressão foi que a motocicleta é linda e bem acabada, características comuns dos modelos da marca. Ao subir na moto, logo lembrei da excelente posição de pilotagem da CRF, você fica bem confortável nela. O triângulo do piloto – banco, guidão e pedaleiras – é perfeito para condutores de qualquer altura. Também gostei da altura da moto. Pilotos de alturas variadas conseguirão colocar o(s) pé(s) no chão, ajudando principalmente nas largadas de corridas.


Decidi conhecer melhor a moto andando nela fora da pista. Quebrado o gelo e mais confortável nela, hora de entrar na pista para conhecer o seu verdadeiro comportamento.



Já na pista, me lembrei da principal característica das CRFs: a facilidade no manuseio. A moto é ágil e fácil de conduzir, deixando você se sentir bem confortável e com total controle da motocicleta. Dificilmente você vai tomar um susto durante a pilotagem. 


Nos saltos, ela é divertida e leve, principalmente sendo uma 450 – como comparação, o peso desta Honda está situado no “meio” das opções de 450cc no mercado.


Com quase 57 cv, o motor é muito forte e progressivo, e tem várias opções de mapa para escolher. Achei melhor o mapa mais suave, mas a preferência muda de piloto para piloto. Dei preferência para o controle de tração ligado, também no modo mais suave, pois a eletrônica da CRF 450R permite ao piloto minimizar a derrapagem da roda traseira e, assim, aumentar a tração. Quando o sistema detecta que a relação da alteração da rotação do motor ultrapassou uma determinada potência, é atrasado o ponto de ignição.


A faixa de potência é quase ideal, diferente dos modelos anteriores, que eram muito fortes (cerca de 4 cv a mais). Mas a eletrônica é bem completa, com várias opções de combinação: três mapas de torque, três mapas de controle de tração e três mapas de controle de largada. 


A macia e competente embreagem Nissin foi consistente e ajudou a controlar a potência do motor. E o sistema de freio Nissin é muito eficiente e responde rápido aos comandos, mas não trava com facilidade.


A suspensão Showa é firme e funciona muito bem em buracos na entrada e saída das curvas, permitindo você abusar da velocidade sem perder o controle, com seu funcionamento bem equilibrado. 


A relação, com coroa de 49 dentes e o pinhão de 13 dentes, é ideal para várias pistas brasileiras, mas uma boa opção também é a relação 13/50, que pode melhorar principalmente nas saídas de curvas.


Resumindo, acredito que os proprietários da nova Honda reconhecerão que esta é uma CRF 450R melhor do que as dos últimos três anos. Então, se você gostou do comportamento desta nova versão, é fã do modelo e quer ter um na sua garagem, corra até uma concessionária e saia de lá feliz com seu novo "brinquedo", que tem sido comercializado por R$ 74.878 (sem frete). O preço é um pouco salgado, mas com certeza não incomodará os amantes da Honda CRF 450R.


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