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Entrevista - Rafael Ramos



Um dos pilotos mais carismáticos do cenário nacional, Rafael Ramos, o “Rafinha”, está de volta, desta vez como chefe de equipe da Belco Racing. Ele sempre esteve no esporte, como sendo comentarista no Arena Cross e também como empresário, mas decidiu incluir no seu dia a dia a responsabilidade de gerir uma equipe de off-road.


Com a sua volta, não poderíamos deixar de conversar com a lenda do esporte e saber mais sobre seu novo desafio!


DA – Você aceitou o desafio de ser chefe da equipe Belco Racing. Como surgiu essa oportunidade?

RAFINHA – Foi uma surpresa. Conheço o Fabrício e o Fernando, proprietários da equipe, há bastante tempo, das pistas. Em 2025, surgiu o assunto e a possibilidade de fazermos a distribuição de chope para a região onde moro. Assim, tivemos algumas reuniões e visitas. Durante as reuniões, falamos da minha empresa, a Tratto Parts (peças para motos street de baixa cilindrada). Em resumo, ficamos sócios na empresa Tratto Parts e decidimos leva-la para Botucatu (SP) em dezembro de 2025. Nessa transição, ainda no final de dezembro eu recebi o convite para ser o chefe da equipe.


Como está sendo esse novo desafio de chefiar uma equipe?

É realmente uma novidade para mim, mas algo que gosto muito e tenho aprendido. Somar com a equipe tem sido muito positivo. Trazer as minhas experiências, poder dividir e somar com as de todos os membros da equipe tem sido ótimo.


Quem são os pilotos da equipe? Quais são os patrocinadores?

Contamos com pilotos em diversas categorias. Nas mirins, Arthur Lourenzo, Henrique Spinassé e Zion Bertchold; na MX2JR e MX2, José Carlos Morera e Gabriel Cirino; além de Anderson Amaral, Carlos Badiali, Daniel Federal, Fabricio Schincariol, João Vitor Cardelli, Rodrigo Guerreiro, Rodrigo Guedes e Sabrina Novazick. Temos também alguns pilotos apoiados em alguns eventos regionais do Brasil.


Como patrocinadores, contamos com CNBN, Mattos Racing, Sportsco, Mitas Pneus, JDR, Brasil Racing, Trattto Parts, Now Graphics, Waux Distribuidora, PV Industries, Quebracava, Briger Jeans, Canela Cross, Alpha Chopeiras, Goldfren, Rezzy Racing, América Sports, Chopp Belco e Avtec Off-road.


E qual é a expectativa para este primeiro ano como chefe de equipe? Já pensa em títulos?

No primeiro momento, busquei estudar a estrutura atual, as pessoas e os pilotos. Aprender com cada um e entender o formato atual. Será um ano de aprendizagem pra mim e tenho buscado apoiar todos da melhor maneira possível, dividindo o meu trabalho na equipe e com a Tratto Parts.


Temos a expectativa e vamos trabalhar por títulos sim. Tivemos ótimos resultados em Canelinha (SC), como na 65cc, onde já estamos liderando com o Arthur Lourenzo e em segundo com o Henrique Spinassé.


Como está conciliando a vida de empresário e de chefe da equipe?

Durante a semana, fico com a parte mais técnica com os pilotos. Tenho ficado em Botucatu, com a Tratto Parts e equipe, e nos fins de semana que não há corrida, vou pra casa e fico com a família. A rotina com as corridas será mais corrida, mas essa é a proposta, e agradeço por estar com bastante trabalho.


Apesar do pouco tempo como chefe de equipe e depois de anos competindo no motocross, o que dá mais pressão: ser piloto ou chefe de equipe?

A responsabilidade está nas duas funções. Brinquei dizendo que ficava menos cansado como piloto. São tarefas e preocupações diferentes, tenho aprendido e busco estar presente, com todos. Temos uma equipe alinhada e comprometida, estamos em harmonia, e assim seguimos com a máxima tranquilidade possível.


Participando nas competições como comentarista, você tem acompanhado o esporte. Qual é a sua opinião sobre o Brasileiro de Motocross e o Arena Cross? Eles evoluíram? Falta alguma coisa para melhorar?

Estou feliz por estar novamente acompanhando o Brasileiro de Motocross e fazer parte da Belco Racing. Estive em Indaiatuba (SP), na final do Campeonato Brasileiro de 2025 e agora em Canelinha (SC), na primeira etapa de 2026. Tem sido tudo excelente e acredito que é nítido o grande crescimento do Brasileiro, que está muito organizado, tem a participação de novas empresas e investimentos das equipes em suas estruturas e pilotos.


Quanto ao Arena Cross, eu acompanho e sei do excelente trabalho que eles fazem. Organização, estrutura, pista, mídia e investimento no campeonato, que conta com novos nomes vencedores, inclusive de pilotos estrangeiros.


 
 
 

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