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Entrevista - Patrik Capila


le é um dos destaques do enduro nacional, colecionando títulos brasileiros em toda sua carreira e grandes participações no Six Days e em algumas provas do Mundial de Enduro. Mas na temporada passada, Patrik decidiu enfrentar outro grande desafio, em competir no Campeonato Mundial de Enduro por completo, na categoria Open 4 Tempos. 


Mesmo com as dificuldades de deslocamentos entre o Brasil e a Europa e o custo financeiro para competir no Mundial, ele enfrentou tudo, foi ganhando espaço e grandes resultados (vitórias) no campeonato e finalizou a temporada como campeão!Capila é o primeiro brasileiro campeão mundial. E, para esta nova temporada, decidiu seguir outro rumo. Conversamos com o capixaba para sabermos mais sobre sua presença no Mundial, como se comportou sua motocicleta e sobre seus planos para esta temporada. 


DA – Você participou do Mundial de Enduro em 2025. Como surgiu essa oportunidade?

PATRIK - A oportunidade surgiu pela Italian Racing, equipe pela qual eu corro há dois anos, e meu amigo Fábio, que fala italiano, tem influência lá fora e trabalhou para conseguimos uma boa equipe, com boa estrutura. A ideia veio depois do Six Days. Conversamos sobre o assunto, que acabou se concretizando, e formamos uma estrutura para competir no Mundial.



Quais foram os seus patrocinadores para competir no Mundial?

O principal foi a Italian Racing, além de todos os meus patrocinadores que me acompanham no Brasil: SportsCo, Mattos Racing, SIDI, Airoh, Feza, BelParts, MRPro e Fantic do Brasil.


Você competiu com a Fantic 310. Como ela se comportou nas provas? Foi preciso fazer muitas alterações para o Mundial?

Ela é uma moto muito ágil, versátil e muito rápida, se comportou muito bem durante toda a temporada. Ela era praticamente toda original, realizamos apenas alguns setups na suspensão e altura, entre outras. Mas, como disse, ela é muito próxima da original, que oferece grande performance. Então, não realizamos muitas mudanças.


Como foi a sua estrutura para participar no Mundial? 

A minha estrutura tinha como base a da Fantic oficial, bem completa, com caminhão com muitas peças de reposição e muitos preparadores, que permitiu competir sem preocupações e me concentrar mais nas provas, me deixando tranquilo e pensar somente nas corridas.


Durante toda a temporada, quais foram as maiores dificuldades no campeonato?

Penso que foi ficar longe da família e os deslocamentos, foram muitas horas de voo. Além da parte financeira, pois competir no Mundial é muito caro. O apoio da Italian Racing foi fundamental para a temporada. Por exemplo, tive de competir em Portugal e depois voltar ao Brasil, foi assim toda a temporada, entre Europa e Brasil. Então, não foi uma temporada fácil, cheguei a viajar quase quatro vezes em um único mês, e isso traz muito desgaste. Então, foram essas viagens, bem cansativas, assim como a parte financeira, porque estar na Europa é tudo caro.


Você conquistou o título da categoria Open 4s. Quando sentiu que poderia disputar o troféu de campeão da categoria?

Competi no Mundial com uma moto 4 tempos. Eu não sabia se poderia andar forte, não sabia como seria essa experiência, como seriam as especiais, em terrenos lisos ou não, tudo diferente. A prova que mais me marcou foi a primeira etapa, em Portugal, muito dura e com voltas longas, com mais de duas horas de duração. Essa prova foi bem marcante no Mundial. Mas sentimos que podaríamos disputar o Mundial quando vencemos pela primeira vez, foi nesse momento que acreditamos que poderíamos ter condições de brigar pelo título e sermos campeões na categoria.


O que achou dos percursos do Mundial? Qual foi a etapa mais dura?

Penso que cada etapa tem sua particularidade. A etapa mais dura, como falei, foi em Portugal. Na sexta-feira antes da prova, tive uma alergia muito forte e o medicamento que tomei não caiu muito bem. E sendo uma prova muito dura, sofri muito. Algumas especiais também foram muito duras e desafiadoras, como na Suécia, Itália e Espanha.


Depois da conquista do título, quais são os planos para 2026?

Para a nova temporada, pretendo montar uma equipe própria, com o nome do meu pai, Zoim Racing. Dou adeus à Italian Racing, que foi muito importante para eu conseguir participar no Mundial e permitiu conquistar o título.

Estou muito feliz com esse novo capítulo na minha vida, voltando definitivamente ao Brasil e com a equipe própria, e vou trabalhar na busca de bons resultados. 



 
 
 

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