Teste - Kawasaki KX 250
- DirtAction
- 24 de jun.
- 3 min de leitura

Depois de realizar inúmeras mudanças em seu modelo 2025, tendo como plataforma a KX450, a nova KX250 2026 não traz novidades, sinalizando que o mercado mundial gostou das alterações anteriores. Nesta edição nós apresentamos este modelo contando com o talento do campeão brasileiro Lucas Dunka.
Atual campeã mundial de motocross, a Kawasaki KX450 foi renovada no modelo de série de 2024, com novo chassi, motor e muita tecnologia. No ano seguinte, a fábrica transferiu essas alterações para seu modelo de um quarto de litro, que apresenta novo chassi (o mesmo da 450), com novos materiais na construção, reforços na soldas e design mais estreito.

No motor monocilíndrico, DOHC, tem injeção dupla, trajeto da admissão mais reto e saída de escape mais centralizado, para um fluxo de ar mais aerodinâmico, balanceador de eixo único, virabrequim mais leve, novas válvulas mais estreitas, saída do escapamento pela frente do chassi, novo posicionamento do silencioso, nova vela de ignição, cilindro (inclinado 5 graus para frente) e pistão novos, assim como os mapas de ignição, tudo para dar mais potência nesta 250cc, principalmente nas baixas rotações.

O sistema de suspensão foi substituído, da Kayaba para a Showa, com garfo de 48 mm de diâmetro, e tem o mesmo amortecedor traseiro da KX450.
Ainda sobre a renovada 2025, recebeu nova tampa da caixa de ar, sem necessitar de ferramentas para sua remoção, sendo que a remoção do filtro de ar (maior) está mais simples, com apenas dois ganchos de fixação.
Depois de tantas modificações, era esperado que o modelo 2026 manteria as especificações do modelo anterior, e foi o que aconteceu, sinalizando que o público aceitou muito bem as renovações no modelo 2025.

Tivemos o privilégio de acompanhar o comportamento desta motocicleta, com a parceria da Kawasaki, e quem acelerou foi o campeão brasileiro Lucas Dunka, que venceu recentemente uma bateria da MX2 no MX1 GP Brasil Sportbay. Acompanhe a seguir as impressões do piloto sobre o modelo que está sendo comercializado no mercado nacional com o preço sugerido de R$ 65.990 (sem frete), o modelo mais barato da categoria no mercado nacional.
"Este é o primeiro ano que tenho contato com as novas Kawasaki, pois estava competindo com motocicletas europeias havia cinco anos, e posso afirmar que a KX250 é incrível. Neste primeiro contato, procurei andar todos os treinos com ela totalmente original, para conhecer o seu comportamento.
De cara, me adaptei muito rápido com ela. Antes, achei que ia me bater muito pra me acostumar, mas a partir do momento que subi na moto, no primeiro contato, eu casei com ela. A ciclista é muito boa, sou um piloto alto, e mesmo assim o posicionamento foi perfeito. Há várias possibilidades na mesa para posicionar do guidão, e também as pedaleiras, então foi muito fácil me encaixar nela. Como disse, me senti bem confortável na KX250 desde o início.

Seu design é bem estreito, permitindo muita aderência e movimento sobre a motocicleta. O pacote ergonômico ajustável Ergo-Fit, da Kawasaki, é ajustável para pilotos de diferentes formatos e tamanhos. Os suportes de apoio das pedaleiras podem ser rebaixados em 5 mm para pilotos mais altos, enquanto o guidão Renthal Fatbar pode ser montado em um total de quatro posições disponíveis.
Quanto ao motor, ele também me impressionou. Além de alto, também sou pesado, e isso exige muito do desempenho do motor, de uma potência ideal, e neste modelo original, sem modificações, incluindo a relação, tive as respostas e comportamento perfeitos. A entrega é bem linear e tem muita força, então acredito que pilotos de qualquer nível irão gostar do comportamento do motor, que apresenta respostas rápidas e eficientes, sem pancadas, tudo com muito controle.
A nova plataforma, apresentada desde o modelo anterior, é muito fácil de pilotar, com um torque mais suave em baixas rotações e forte de média para alta, com uma potência bastante utilizável, adequada para pilotos iniciantes.
Outro item que também me impressionou foi o sistema de suspensão, neste caso, da Showa. Ele oferece um acerto bem fácil, com um bom setup para pilotos intermediários. No meu caso, foi necessário somente alguns cliques para chegar ao funcionamento ideal para o meu tipo de pilotagem. Procurei andar bastante com ela original, e só depois fechei alguns cliques para deixar mais firme.
Gostei também do comportamento dos freios, que reagem muito bem, com um bom funcionamento, permitindo você andar um pouco mais agressivo, abusando das frenagens.
Resumindo, acredito que esta motocicleta oferece tudo o que pilotos iniciantes e intermediários procuram: bom posicionamento, motor com potência e linear, permitindo muito controle da motocicleta, suspensão eficiente, bom sistema de freios e muita agilidade, ela é fácil de se pilotar. É uma moto com grande previsibilidade. Realmente, é uma motocicleta extremamente divertida de se pilotar", finaliza Dunka.




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