Entrevista - Patrik Capila
- DirtAction
- 4 de set. de 2023
- 5 min de leitura

Sempre talentoso e competitivo, o piloto capixaba tem conquistado títulos nos últimos anos e nesta temporada enfrenta o grande desafio de competir na principal categoria, onde, mostrando competência e habilidade, mantém a liderança mesmo pilotando uma nova motocicleta, a Beta.
Abrimos espaço para conhecê-lo melhor, num bate-papo descontraído e recheado de curiosidades sobre sua carreira que vem evoluindo a cada ano. Capila tem tudo para ser um grande campeão brasileiro de enduro na categoria rainha.
DA – Gostaria que você contasse como acabou seguindo o caminho do motociclismo off-road. Como começou e quando entrou para as competições?
Eu comecei a correr com 3 anos. Sempre tive bastante influência dos meus pais e da minha família. Minha família sempre pilotou, meu avô, minha avó, meu tio, então venho de uma família de pilotos. Com 3 anos eu comecei a competir e daí só segui no caminho, treinando bastante. No começo, corri bastante motocross e em 2016 migrei pro enduro. Tive a oportunidade de correr e me dedicar a esta modalidade.
Depois de competir com a MXF no ano passado, você trocou de motocicleta para esta temporada e está acelerando as motos da Beta. Como surgiu essa oportunidade?
Neste ano eu estou correndo com a Beta. Eu tive dois brilhantes anos com a MXF, em 2021 e 2022, onde conquistamos dois títulos brasileiros. Em 2023, como a Beta e a MXF são empresas parceiras, a gente acabou optando por correr de Beta. Acho que a gente fez um belo trabalho com a MXF, mostrando que a moto é muito boa, bem competitiva. E agora estamos fazendo um belo trabalho também com a Beta. Lembrando que a gente sempre tem porta aberta na Beta e na MXF. São empresas parceiras, então é muito bom para mim e para as marcas.
Como foi sua pré-temporada e a adaptação com a nova motocicleta?
Tive uma boa pré-temporada neste ano, treinei bastante! Com uma moto nova a gente sempre fica mais motivado. Treinei bastante com o Dino na pré-temporada e fiz muitos treinos solos também. Então treinei bastante e me preparei muito. Além dos treinos com a moto, cuidei muito da preparação física. Então, acho que está sendo um grande ano para mim. A moto sempre está perfeita e pude testar bastante evoluções e melhorias de performance na pré-temporada. Foi uma pré-temporada muito boa.

Ainda sobre a nova motocicleta, quais alterações foram promovidas para competir no Brasileiro de Enduro?
Na verdade, realizamos poucas alterações na minha motocicleta de corrida. Hoje eu corro com uma Beta 350 Racing, que vem com suspensões Kayaba. A única coisa que a gente acabou fazendo foi uma preparação na suspensão, de acordo com a minha tocada e meu gosto pessoal, coisa que qualquer piloto pode fazer. Fizemos também a reprogramação do mapa. O escapamento é da BelParts, que é nosso patrocinador, e eu gosto muito dos produtos deles. É uma moto 90% original, só tem essas alterações, que são mais do gosto de cada piloto. Isso é muito do tipo de performance que gosto de utilizar, porque é uma moto muito boa originalmente, pronta pra acelerar.
A sua preparação física também mudou? Como é o seu ritmo de treino?
Sempre tive um bom preparo físico, então eu segui mais ou menos o que fiz nos outros anos. Bicicleta, academia, corrida a pé e bastante moto, que é o mais importante. Sempre faço um mix de treino físico, aeróbico e treino de força, pra resistência em cima da moto. O meu ritmo de treino com moto na pré-temporada chega a ser seis vezes por semana e, dependendo da ocasião, de 4 a 5 vezes durante a temporada. São treinos bem desgastantes também.
Você tem dominado a principal categoria do Brasileiro. Como é estar na frente de uma competição tão disputada como essa? Tem muita pressão?
Disputar o Campeonato Brasileiro é muito importante e eu venho competindo bem, desempenhando bem. Fiz um bom trabalho no início do ano para estar onde estou hoje. Estamos na disputa da Classificação Geral, liderando. Tem muita pressão sim, por estar carregando o number plate dourado, de líder. E o pessoal está muito forte também, então a gente sempre tem boas disputas na competição. É muito bom estar na frente, mas sempre querendo trabalhar mais para alcançar os melhores objetivos.
Você é do estado de outro grande nome do off-road nacional, Bruno Crivilin, que hoje compete no Mundial de Enduro. Tem planos de competir no Mundial, de fazer uma carreira internacional?
Eu vim do Espírito Santo, mesmo estado do Bruno, um estado de grandes nomes. O Bruno é um dos melhores do Brasil e hoje está podendo representar a gente lá fora, na Europa. Tenho orgulho de fazer parte do Espírito Santo. Quando eu iniciei no enduro, o Bruno foi um irmão para mim – e é até hoje –, me ajudando muito. A gente sempre treinou bastante junto. Penso sim em correr o Mundial e fazer uma carreira internacional. Mas não é fácil, é uma carreira difícil, são poucos que conseguem chegar lá. Mas estamos na briga, o sonho só acaba quando a gente parar. Então vamos brigar pra isso acontecer.
Você foi novamente convocado para a equipe brasileira no Six Days. Em que pé a sua participação?
Fui convocado pro Six Days 2023, vai ser meu terceiro Six Days. Estou bem feliz em representar o Brasil mais uma vez. Meu primeiro Six Days foi no Chile, em 2018, e depois na Itália, em 2021. Em 2023 será na Argentina, uma prova que já teve em 2014, bem dura, em San Juan. Estou bem feliz, a gente tá confirmado com o Bruno, o Rômulo Bottrel e o Vinicius Calafati. Acho que vai ser umas melhores seleções dos últimos anos. Bora brigar, a gente tem chances de fazer história.
Costumo perguntar o que os pilotos gostam de fazer fora do motociclismo. O que você faz quando não está treinando ou competindo? Tem tempo para o lazer?
Mesmo no meu tempo de lazer, fora das competições, na verdade a gente sempre está focado nas competições, até acabar a temporada (risos). Mas quando estou de folga, vou pro Espírito Santo. Vou muito pra lá, pra descansar um pouco, passear com os amigos, andar de moto, ver a noiva... É muito bom esse tempo de tranquilidade. E nas horas vagas eu gosto de jogar beach tennis, de correr, fazer atividades ao ar livre, jogar boliche, ir ao cinema. Coisas assim, normais, que tento trazer um pouco pro meu dia a dia, dar uma mesclada.
Queria muito agradecer esta entrevista, é muito bom estar aqui na Dirt Action, acho que a minha primeira entrevista de muitas, se Deus quiser. Também queria agradecer a todos os meus patrocinadores, que me apoiam: Beta, SportsCo, Mattos Racing, Just1, Borilli Racing, Renova Grafix, BMS Racing, MRPro Braces, Ride100Percent, BelParts, Drop Mud, Velox Proteção, Biker Acessórios, Vortex, Trail Land, Rider Sic, W-Tech, Performance ECU, Moto Batt Brasil, BMP Special Parts, Leomar Mozer e GRD Granitos.
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