Entrevista - Glenn Coldenhoff
- DirtAction
- há 2 horas
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Os campeonatos brasileiros têm em sua história a participação de muitos pilotos estrangeiros, e isso desde os anos 1980, com os americanos Rodney Smith e Kenny Keylon. Muitos pilotos de ponta em seus países ou mesmo nos campeonatos americanos e mundial aceleraram no Brasil e conquistaram títulos, como o americano Anthony Pocoroba, o português Paulo Alberto, o espanhol Carlos Campano, o britânico Dean Wilson e, mais recentemente, o francês Stephen Rubini.
Para esta nova temporada, a tradição se mantém e, entre os novos estrangeiros, está o belga vice-campeão mundial Jeremy van Horebeek que retorna ao Brasileiro de Motocross, depois da estreia no ano passado. E chega um novo nome, também com "pedigree" do Mundial, o holandês Glenn Coldenhoff.
Ele sempre foi destaque no Mundial de Motocross, integrando equipes oficias e conquistando vitórias, inclusive representando seu país no Motocross das Nações, também com vitórias. Na temporada passada, ele competiu pela então nova equipe Fantic no Mundial e finalizou em terceiro lugar.
Mas o seu incrível currículo e o top 3 no MXGP em 2025 não foram suficientes para garantir uma equipe neste ano. E depois de analisar as opções que lhe foram oferecidas, ele decidiu atravessar o Atlântico e desembarcar em terras brasileiras para integrar a nova equipe Yamaha C6 Bank IMS.
É um novo desafio para Coldenhoff, com tudo novo, desde país, equipe, pistas e campeonatos, mas com certeza ele vai buscar grandes resultados, enfrentando grandes nomes do esporte nacional, inclusive seu antigo adversário, o belga Horebeek. Então, podemos esperar uma temporada com muitas batalhas.
Conversamos com o novo contratado da Yamaha, para sabermos mais sobre sua transferência para o Brasil, como está sendo sua adaptação com tudo novo e sobre sua expectativa para a temporada.
DA – Como surgiu a oportunidade de competir no Brasil pela Yamaha?
COLDENHOFF – O Wellington Valadares me procurou durante o Motocross das Nações, em Ironman, nos Estados Unidos, e me falou do interesse em me trazer ao Brasil para correr pela equipe dele. Ao final da temporada, conversamos e decidi aceitar o convite.
Depois de anos competindo no MXGP, quais são as suas expectativas em correr em um novo país, fora da Europa?
Minha expectativa é aproveitar muito este ano. Tudo será novo: novas pistas, novo campeonato e adversários diferentes. Além disso, o formato das corridas também é diferente, e eu gosto de desafios.
Você competiu por muitos anos com motos de fábrica. O que acha da sua moto “made in Brazil”?
Estive há poucos no Brasil e pilotei uma YZ450F original, que já é muito boa. Agora eu estou de volta à minha casa e retornarei para a primeira corrida. Enquanto isso, estou treinando na Holanda para ganhar condicionamento físico e também vou competir por aqui para estar totalmente preparado para a primeira etapa, em Goiânia (GO). Sei exatamente o que quero da moto e já passei meu feedback para a equipe. E sei que o time fará tudo que puder para que eu me sinta confortável.

Como estão sendo os primeiros contatos com a nova equipe?
Tive uma primeira semana incrível com a equipe, com a Yamaha Racing Brasil. Treinar junto com meus companheiros de Yamaha foi ótimo, não apenas na moto, mas também na academia e nas sessões de corrida. Também passamos um tempo juntos durante a apresentação oficial da equipe, o que ajudou a nos conhecermos melhor.
Sinto que eles têm uma base muito sólida de preparação física. Fiquei positivamente surpreso e gosto de estar cercado por pessoas dispostas a trabalhar duro para alcançar os melhores resultados possíveis.
Você vai competir contra pilotos brasileiros e também estrangeiros, como o Jeremy van Horebeek, que você já conhece do Mundial. Como avalia ele como adversário?
Conheço o Jeremy há muito tempo. Ele definitivamente sabe andar de moto, caso contrário não teria conquistado pódios e vitórias no MXGP. Ele certamente será rápido, mas também não subestimo os outros concorrentes. Acredito que o campeonato e o motocross brasileiro como um todo continuarão crescendo, o que é muito positivo.
Você vai morar no Brasil ou permanecerá na Europa, viajando apenas para as corridas?
Ainda estamos planejando isso. Provavelmente, na maior parte do tempo, vou viajar entre Europa e Brasil. Isso também depende um pouco do calendário. Além das corridas, também estamos trabalhando em alguns outros projetos no Brasil.
Além do Campeonato Brasileiro de Motocross, existe aqui o Arena Cross. Você vai participar dessa competição?
Não, esse não é o plano. Vou focar exclusivamente no Campeonato Brasileiro de Motocross.
Você tem planos de correr alguma etapa do MXGP ou provas nos Estados Unidos?
Eu gostaria de disputar alguma etapa do MXGP ou talvez até uma corrida outdoor nos Estados Unidos. Vamos ver quais oportunidades surgem, mas meu foco principal será o Campeonato Brasileiro de Motocross.





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