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Entrevista - Guilherme Kyrillos - Team 595 Racing


Ele é um amante do esporte e, como não poderia ser diferente, também é praticante. Mas o amor pelo motocross o levou a caminhar por outros destinos e decidiu montar uma equipe de motocross. Apesar de todos os desafios e dificuldades que o esporte oferece, neste ano ele apresentou a 595 Racing, que tem em sua lista de pilotos ninguém menos que o destaque nacional Eduardo Lima, além de Henrique Henicka, outro nome de peso no esporte. A equipe começou a temporada com bons resultados, com Dudu garantindo o terceiro lugar na MX1 na segunda etapa do Brasileiro de Motocross, mesma posição que se encontra no campeonato depois dessa prova. Diante dessa iniciativa, decidimos bater um papo com o proprietário e chefe da equipe, para conhecermos mais sobre esse projeto que já é puro sucesso.

DA – Temos ciência das dificuldades e dos grandes desafios de ter uma equipe no Brasil. Como surgiu a ideia de montar a equipe? GUILHERME – Fala, pessoal da Dirt! Gostaria de agradecer o espaço para contar um pouco sobre a 595 Racing e passar alguns detalhes operacionais da equipe. Sempre estive envolvido com o esporte e, mais recentemente, na gestão de carreiras profissionais de alguns atletas, o que acabou naturalmente gerando o interesse em proporcionar um ambiente mais profissional e ao mesmo tempo com identidade, que era algo que sentia falta no motocross brasileiro. O maior desafio, na minha opinião, é conseguir fazer uma mudança na maneira que as pessoas enxergam o motocross profissional, aproximando a equipe com o público.



A equipe conta com as motocicletas Husqvarna. Como nasceu essa parceria? Quando eu ainda estava correndo, criei uma grande amizade com o Maurício (Fernandes), da Husqvarna, e de forma natural, quando apresentei o projeto, selamos imediatamente a parceria.

Quais são os campeonatos que a equipe participará nesta temporada? Em 2023, estamos com o foco no Campeonato Brasileiro de Motocross e no Arena Cross. Utilizamos também o Campeonato Goiano de Motocross como preparação para os campeonatos nacionais.

Quais foram as maiores dificuldades neste começo de temporada? Neste início de temporada nós tivemos a lesão do Thales Vilardi, que era peça fundamental nos campeonatos e referência nos treinos. Somos um grupo grande, tanto na pista como no operacional, o que aumenta consideravelmente os custos e a logística.

Quais são os patrocinadores da equipe? Contamos com patrocinadores que acreditam no projeto, dentre eles a 595 Tattoo, SportsCo, Husqvarna e Golden Tyre. Sempre sonhei em ter grandes marcas comigo e representar hoje marcas como a 100%, Sidi e Mattos, entre outras, é motivo de muito orgulho pra mim.

Qual é a expectativa para a esta temporada da 595 Husqvarna Racing, que foi criada neste ano? As expectativas para 2023 são as melhores. Apesar de ser um projeto recente, temos um grupo extremamente funcional e competitivo, disputando títulos em todas as categorias que disputamos.

Quais são os pilotos da equipe? Na categoria MX1, o Eduardo "Dudu" Lima comanda o esquadrão, acompanhado de Antonio Mocelim, o "Osso", e do português Hugo Basaula, que reforça nosso time no Arena Cross. Na MX2 nós contamos com o jovem Henrique Henicka, com o experiente Thales Vilardi, João "Bidu" e o especialista em motos nacionais Peterson Filho. Na MX2JR, Gabriel Cirino é a nossa aposta para o longo prazo, e na categoria MXF, Brunna Bartz vem mostrando excelente desempenho e já somando vitórias no campeonato.

Dudu Lima conquistou grandes resultados nas primeiras etapas do Brasileiro, figurando na terceira posição da MX1 depois da segunda etapa. Como tem sido trabalhar com este piloto tão experiente? Conheço o Dudu há muitos anos e sempre soube do seu potencial e do quanto trabalha sério em relação aos seus objetivos. Tem sido um grande prazer trabalhar todos os dias com a família Lima.

Assim como o Dudu, o jovem Henrique Henicka também teve grandes resultados na MX2 e era o terceiro colocado no campeonato depois da prova em Ibirubá (RS). Qual é a expectativa da equipe com ele? O Henrique foi contratado para brigar pelos títulos do Arena Cross e do Brasileiro de Motocross. É um piloto extremamente capacitado, mas que passou por experiências negativas nos últimos anos, o que o afastou das conquistas. Agora apostando em um ambiente mais leve e saudável, não tenho dúvida que colherá bons frutos conosco, na 595 Racing.

Sobre as motocicletas da equipe, foi necessário realizar grandes mudanças nos modelos? As motos da Husqvarna já vêm muito bem trabalhadas de fábrica. Realizamos um trabalho voltado para a adequação e conforto dos pilotos em relação às motocicletas, tais como suspensão e entrega de potência ideal para cada piloto.

Você é um praticante do esporte e agora é o responsável pela equipe. Sobra tempo para andar de moto? Atualmente não tenho conseguido treinar como gostaria, mas sempre que possível tento colaborar no setup das motos e direcionar as mudanças tanto nas motos como na pilotagem dos meninos.

O que é mais difícil, ser piloto ou dono de equipe? Do ponto vista físico, é muito mais desgastante a vida dos pilotos. Por outro lado, as responsabilidades e o estresse de ser chefe de equipe também não é uma tarefa fácil.



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