Entrevista - Alan Douglas
- DirtAction
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Durante anos, Alan Douglas tem sido responsável pela realização dos eventos do Yamaha BLU CRU, incluindo o IMS YZ 125 BLU CRU CUP. E, a partir deste ano, assumiu outro desafio, a equipe 115 M78 Yamaha Racing, que conta com o brasileiro Bernardo Tibúrcio, que vai competir no Campeonato Europeu e no Campeonato Espanhol de Motocross. Diante de tantos desafios, conversamos com Alan sobre seu trabalho junto à Yamaha, das expectativas para a nova temporada e outros assuntos.
DA – Mais uma temporada da IMS YZ125 BLU CRU Cup chegando. Como você avalia a Copa nesses anos de realização?
ALAN – A IMS YZ125 BLU CRU se consolidou como um dos principais projetos de formação do motocross brasileiro. Mais do que uma competição, ela entrega estrutura, disciplina e visão de carreira. Sua criação e continuidade só foram possíveis graças ao apoio direto dos patrocinadores IMS, América Sports, Shoei, Durag, M78 Academy e Circuit, que acreditaram no projeto desde o início e permitiram seu crescimento de forma profissional.
E como a Copa tem colaborado para o esporte?
Ela cria oportunidades mensuráveis. O campeão da IMS YZ125 BLU CRU garante direito à participação na SuperFinale 125, dentro do Motocross das Nações, colocando jovens pilotos em um dos maiores palcos do motocross mundial. O caso do Kauã Vieira, que em apenas dois anos no Campeonato Brasileiro chegou ao Motocross das Nações, demonstra na prática o impacto e a efetividade do projeto.
Nesta temporada vocês irão trabalhar com o Bernardo Tibúrcio na Europa. Como surgiu essa decisão?
O Bernardo é um talento raro, com potencial real para mudar a história do motocross brasileiro. Sua ida para a Europa é um passo natural dentro de um projeto bem estruturado, buscando o mais alto nível competitivo. Essa decisão tem participação direta do Carlos Campano, multicampeão brasileiro e campeão mundial, referência técnica no esporte, e do Miguel Campano, peça-chave na comunicação, mídia e organização do projeto.
Foi lançada a equipe Yamaha 115 M78 Racing para participar dos campeonatos Europeu e Espanhol de Motocross, com o Tibúrcio. Como será a estrutura da equipe?
A equipe nasce com foco em profissionalismo e visão de longo prazo. Teremos a base técnica no Brasil, com conexão direta com a Yamaha Europa e suporte oficial de fábrica. Na Espanha, o projeto contará com duas bases técnicas: uma em Sevilla, liderada pelo Campano, e outra em Alcarràs, que hoje é a base da motovelocidade e já está sendo preparada para receber também o motocross quando as etapas ou treinos forem na região de Barcelona. Esse cenário foi viabilizado pelo trabalho incansável da Giovana do Valle, da Yamaha Racing Brasil, decisiva em todas as frentes do projeto.
Como é trabalhar tantos anos em parceria com a Yamaha?
A Yamaha trata o esporte como missão, não como ação pontual. Existe continuidade, compromisso com formação e suporte real aos projetos, o que permite planejamento sólido e evolução constante temporada após temporada.
Motovelocidade ou motocross, qual modalidade dá mais trabalho?
São desafios diferentes. O motocross exige muito fisicamente e emocionalmente desde cedo. A motovelocidade cobra alto nível técnico, análise de dados e gestão de pressão. Nenhuma é mais fácil, apenas exigem abordagens distintas.
Há muita pressão gerenciar equipes fora do Brasil?
Existe pressão, sim, mas ela faz parte do alto nível. Trabalhar fora exige organização, processos claros e adaptação cultural. Em contrapartida, essa vivência eleva o padrão de tudo que desenvolvemos no Brasil.
Foto Shalonphotos




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