Race test - Exclusivo - Kawasaki KX 450 2026
- DirtAction
- há 17 minutos
- 5 min de leitura

Aceleramos a campeã mundial de 2025 na categoria MXGP, a Kawasaki KX450 2026. Após ser totalmente renovada em 2024, o modelo 2026 recebeu pequenos refinamentos. Acompanhe a seguir como se comporta esse modelo vencedor que conquistou para a marca o primeiro título na categoria.
Vencer o campeonato mundial de motocross, o MXGP, não é uma tarefa fácil para pilotos e equipes. Durante uma longa temporada, eles têm que contar com a performance e durabilidade da motocicleta, com o talento e velocidade do piloto e, claro, com a sorte, para que nada dê muito errado durante as 20 etapas do Mundial. E tudo é ainda mais difícil na categoria rainha, a MXGP, onde as fábricas investem pesado nas motocicletas e nos pilotos mais rápidos do planeta, normalmente ex-campeões.
Para a Kawasaki, vencer a categoria era um sonho a ser realizado, sendo que o último título da marca no Mundial foi em 1998, com o francês Sebastien Tortelli, na categoria 250 2T – na época, a classe rainha era a 500. Contudo, esse jejum estava próximo do fim, foi outro francês a levantar o troféu da categoria MXGP.
Romain Febvre tinha conquistado seu primeiro título mundial em 2015, quando estreou na categoria rainha. Ele seguiu batalhando por outro título, mas o tempo foi passando. Observando a chegada de jovens pilotos promissores, pareceu que a possibilidade de ser campeão novamente estava sendo reduzida no tempo. Nos últimos anos, ele se apresentou como candidato ao título, e nos dois últimos chegou a dar sinais que poderia vencer, enfrentando o jovem piloto espanhol Jorge Prado. Lhe faltou um pouco mais de velocidade – e até sorte – para isso se concretizar.
Mas Prado partiu para os Estados Unidos e então Febvre teve outra chance em 2025. Mas teria que enfrentar ex-campeões veteranos, o esloveno Tim Gajser e o holandês Jeffrey Herlings, que acabaram se lesionando e perdendo parte do campeonato. Então tudo ficou tranquilo para Febvre? Não, pois surgiu um novo nome na lista dos candidatos, o jovem belga Lucas Coenen, estreante da categoria.
Durante toda a temporada, Febvre manteve a liderança do campeonato, mas sempre pressionado pelo jovem talento belga, que chegou perto, mas perdeu ritmo na reta final e facilitou as coisas para o francês, que finalmente levantou novamente o troféu de campeão, após dez anos do seu primeiro. Para a Kawasaki, foi o primeiro título da categoria.
Nas mãos do francês, a poderosa Kawasaki KX450, que chegou a ser menosprezada por Prado (que se transferiu para os Estados Unidos, integrando a equipe Kawasaki), se mostrou competente o suficiente para o título de 2025. Foi realmente uma temporada perfeita para piloto e para a equipe!
Voltando ao Brasil, a Kawasaki ainda não conquistou um título nacional nas principais categorias nos últimos anos, mas no mercado ela tem sido bem competitiva, oferecendo seus modelos com preço abaixo dos concorrentes. A linha 2026 chegou ao mercado no final de 2025, sendo que a KX450 começou a ser entregue em novembro. E vamos acelerar com exclusividade o modelo 2026 da campeã mundial.

A KX450 foi totalmente renovada no modelo 2024, com chassi com nova geometria, que trouxe mais dirigibilidade para o modelo; motor totalmente renovado, com mais força, mas com entregas mais progressivas; nova curva de escapamento, com saída pela área central do chassi; nova caixa do filtro de ar – o filtro de ar foi substituído no modelo 2025; novo freio dianteiro Brembo; novo amortecedor traseiro, mais curto e nitrogênio do lado esquerdo da moto; garfo sem o revestimento DLC; e novo pacote eletrônico, com controle de largada e tração, mapas e conexão por smartphone.

Sendo o modelo foi totalmente renovado em 2024, com certeza os modelos imediatamente sequentes receberiam apenas refinamentos, e foi o que aconteceu. Mas eles poderiam tornar a KX450 mais competitiva, mais rápida? Chegou a hora de colocar o novo modelo na pista, e partimos para o Centro de Treinamento ASW Off Road Park, contando com a pilotagem do Rogério Louro, que conhece bem a KX450 e certamente pode nos transmitir como ela se comporta. Aproveitamos para agradecer a Master Motos Kawasaki, pela parceria neste teste. O preço sugerido da KX450 2026 é R$ 70.990,00.

"Venho competindo com a Kawasaki há muitos anos e posso afirmar que o modelo 2024 mudou muito, uma motocicleta completamente nova, com um posicionamento de pilotagem excelente, colocando o piloto em uma posição ideal para competir, graças às regulagens das pedaleiras e do guidão, que permitem maior eficiência na pilotagem. E isso se manteve no modelo 2026, você realmente se encaixa na motocicleta, contribuindo na pilotagem e permitindo ser mais agressivo quando necessário, realmente com uma grande dirigibilidade. E você se movimenta bem, permitindo realizar curvas com mais perfeição. Ela é bem estável e ágil.
O acesso ao filtro de ar continua pelo number plate esquerdo, mas é preciso um certo "jeitinho" para manusear o filtro, que foi modificado no modelo anterior, quando ficou maior e ocupou mais espaço numa caixa que é bem compacta. Vale lembrar que você não necessita de ferramenta para ter acesso ao filtro de ar, o que já é uma grande ajuda.

O sistema de suspensão continua com bom funcionamento, apesar dele se apresentar bem macio, mais voltado para pilotos intermediários ou veteranos. Então, para quem gosta de um sistema mais firme, basta regular, pelos cliques, e encontrar o setup ideal para cada pista. O conjunto copia bem os buracos e mantém a tração da roda traseira. No meu caso, com ele mais firme, me senti mais confortável e maior estabilidade.

O motor é forte, mas com respostas progressivas. Alguns podem até achar que ele é um pouco manso para uma 450, mas gosto da sua entrega de potência, sem susto, sem pancadas, afinal de contas é uma 450 e com certeza não faltam cavalos para os pilotos iniciantes ou intermediários. Mas lembre-se que você pode montar mapas mais agressivos, tudo vai depender do seu gosto de pilotagem.
A eletrônica oferece dois mapas padrão (agressivo e suave) e controle de tração com dois modos (a luz verde acesa indica a configuração mais baixa e e a luz verde piscando, a configuração mais forte). Há ainda o controle de largada, que para ativá-lo é preciso pressionar simultaneamente os botões de modo de potência e de controle de tração. A luz indicadora retangular esquerda vai ficar roxa, que se piscar lentamente, você selecionou a faixa de 6.000 a 9.500 rpm, e se piscar rapidamente, para acima de 9500 rpm. Tudo num interruptor.

Finalizando, o sistema de freios continua excelente. Pelo menos para mim, ele funciona bem, permitindo mais confiança na pilotagem e abusar nas frenagens nas entradas de curva.
Resumindo, a KX450 2026 recebeu poucas alterações, mas manteve muitos atributos dos modelos antecessores. Posso dizer que ela continua ágil, rápida, estável e muito divertida de pilotar. Com certeza ela vai agradar pilotos de todos os níveis, seja iniciante ou quem quer disputar vitórias", finaliza Rogério.
Fotos Idário Café







.jpg)






.jpg)



Comentários