Top Bike - Kawasaki KX 450SR - Romain Febvre
- DirtAction
- há 5 horas
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O francês Romain Febvre impressionou o Mundial de Motocross ao estrear na categoria rainha, a MXGP, em 2015 e vencer o campeonato, pilotando pela equipe Yamaha. Nos anos seguintes, ele teve altos e baixos e, acelerando uma Kawasaki em 2024, ele disputou o título mais diretamente com o espanhol Jorge Prado, da GasGas, que acabou sendo coroado campeão.
Dez anos depois, ele conquistou novamente o título da categoria, em uma temporada cercada por disputas épicas com o belga estreante Lucas Coenen, da KTM. Mais de dez anos mais velho que o jovem Coenen, Febvre soube ser consistente e conquistou o seu segundo título na MXGP.
Agora com o número 1 em sua motocicleta, ele tem o desafio de tentar manter o título enfrentando novamente Coenen e também os antigos adversários, como os dois pilotos cinco vezes campeões do mundo, o esloveno Tim Gajser, agora na Yamaha, e o holandês Jeffrey Herlings, também com nova equipe, a Honda. Sem esquecer os estreantes campeões da MX2, o francês Tom Vialle, o italiano Andrea Adamo e o holandês Kay de Wolf.
Não será uma tarefa fácil, mas ele conta com a poderosa e rápida KX450SR, que oferece todos os atributos necessários para a missão. Portanto, decidimos apresentar para vocês a moto campeã do mundo nesta edição, uma máquina colecionadora de vitórias e títulos.

A Kawasaki de Febvre é uma moto de fábrica, o que significa que não faltam preparações exclusivas e muitos acessórios especiais. Começando pela dianteira, encontramos o guidão da marca Renthal, modelo Fat Bar 827, em uma posição que podemos considerar neutra, nem muito alta nem baixa, com manoplas também da marca britânica. Ainda no guidão, há três interruptores diferentes: um para ligar a moto, um para o controle de largada e um para desligar o motor. Complementa o controle da largada um painel de luzes das rotações do motor, instalado atrás do number plate dianteiro, à frente do guidão, permitindo que o piloto tenha uma largada melhor visualizando a rotação ideal.
O tanque de combustível foi substituído por um modelo construído em fibra de carbono, da marca CRM, com a mesma capacidade do tanque padrão e com tampa "embutida". Encontramos também uma peça de carbono fixada na aleta do radiador, para evitar que a bota do piloto enrosque nas entradas de curvas.
O motor, totalmente preparado pelo departamento de competições da Kawasaki, tem tratamento no cabeçote, válvulas, comando, cilindro e virabrequim, assim como a caixa de câmbio. As carcaças laterais foram substituídas por peças em magnésio. O sistema de embreagem é da marca Hinson, com todas as peças substituídas visando melhor funcionalidade e durabilidade. A tampa também é Hinson, oferecendo maior capacidade de óleo.
Ainda no motor encontramos o sistema de escapamento da Pro Circuit, antiga parceira da Kawasaki, construído em titânio e com o sistema “bomber” na curva, e tampa do silencioso em fibra de carbono. O protetor do motor é em fibra de carbono, da marca CRM.

Para melhor refrigeração do poderoso motor, os radiadores foram substituídos por modelos “oversize”, sendo que há uma ventoinha instalada no da esquerda, fixada com suporte de fibra de carbono, e o da direita recebe um radiador extra menor, atrás do principal, além de mangueiras mais grossas e bomba d'água da marca Boyesen, com mais capacidade e funcionalidade. Na parte traseira do paralama dianteiro foi instalado uma peça em fibra de carbono que permite o fluxo de ar para os radiadores.
O chassi recebeu alterações visando maior rigidez e melhor posicionamento de Febvre. O subchassi é construído totalmente em fibra de carbono e incorpora a caixa do filtro de ar.
O sistema de suspensão é da Showa, com garfo de 50 mm de diâmetro e tratamento especial na parte inferior, com todas as peças internas substituídas, assim como no amortecedor traseiro, que apresenta haste mais grossa e novo link. As mesas foram substituídas pelas da marca Xtrig, modelo Rocs, aliviadas.

No sistema de freios, a dianteira apresenta disco da marca Braking, de 270 mm, e pinça de freio de fábrica (CNC) com suporte da Pro Circuit e protetor de fibra de carbono da CRM, assim como no disco traseiro.
As pedaleiras foram substituídas por modelos em titânio, e o pedal de câmbio é da marca Pro Circuit. Encontramos também fibra de carbono nos protetores dos cilindros do freio dianteiro e da embreagem hidráulica, na guia da corrente traseira e na pinça do freio traseiro. As rodas têm aros DID com niples e raios mais grossos e resistentes, e cubos da fábrica, em CNC.

Sem dúvida, Febvre tem em suas mãos uma motocicleta capaz de conquistar vitórias e disputar o título da temporada. Assim, ele tem a responsabilidade de levar a Kawasaki novamente ao topo do mundo, mas, como dito, não será uma tarefa fácil, tendo que enfrentar nesta temporada cinco ex-campeões com condições de roubar o número um de sua motocicleta.





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