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Race Test Exclusivo - Honda CRF 450R - Campeã Brasileira


A temporada 2025 foi recheada de vitórias para a equipe Honda, e uma delas foi o Brasileiro de Motocross MX1, com o francês Stephen Rubini, que contou com a poderosa Honda CRF 450R. Com total exclusividade, testamos a moto campeã brasileira, contando com o talento da lenda do motocross nacional Jorge Negretti. Confira os detalhes dessa incrível motocicleta e como ela se comportou nas mãos de outro campeão brasileiro!


A Honda fechou a temporada passada com diversos títulos nacionais, como o do Brasileiro de Motocross, o MX1 GP Brasil Sportbay, na principal categoria, a MX1, com o francês Stephen Rubini. Depois de uma batalha intensa com o brasileiro Fábio Santos, da Yamaha Geração, Rubini levantou o troféu da categoria. Em suas mãos estava a poderosa e rápida Honda CRF 450R, que foi totalmente remodelada na versão 2025, demonstrando que a Honda tem avançado na direção certa nos últimos anos com a sua linha. Mas a moto do piloto francês recebeu atenção especial da equipe, com itens exclusivos e especiais.


Como apaixonados pelas poderosas máquinas, decidimos testar essa motocicleta campeã. Depois de contatarmos a Honda e recebermos sinal verde para acelerar a moto do Rubini, num dia ensolarado no Centro de Treinamento da ASW Off Road Park, na cidade paulista de Mogi das Cruzes, tivemos o privilégio de colocar as mãos nessa preciosidade de duas rodas. E para tornar tudo mais incrível e especial, contamos com o talento de outro campeão brasileiro para testá-la, a lenda do esporte Jorge Negretti.


Antes do depoimento do Negretti sobre o comportamento da motocicleta, convidamos o chefe da equipe Honda, Reinaldo Almeida, para falar sobre as mudanças que o modelo recebeu, que lista detalhes e segredos, afinal de contas a equipe construiu uma motocicleta de corrida de ponta e incrível, que possibilitou Rubini a conquistar o título brasileiro.


"Inicialmente, contamos com os novos pneus da Pirelli, Mid Soft, que tiveram uma performance incrível e foram desenvolvidos por um dos nossos pilotos, o belga Jeremy van Horebeek. Utilizamos também mousse da Pirelli.


Instalamos também um dispositivo de largada da Tamer, com duas regulagens, decidida por uma na última hora.



O sistema de suspensão é original (garfo e amortecedor), mas preparado pelo Peter, da 4.42 Suspension, um francês que trabalha com o Rubini há muitos anos. Vale ressaltar que o Rubini tem uma particularidade: ele só usa o sistema original, sem revestimento especial, com preparação interna. As mesas também são originais.



Assim como o guidão, que tem manoplas da Edgers. O interruptor com os botões de comando é reposicionado de acordo com a preferência do Rubini. As pedaleiras foram substituídas por modelos construídos em titânio. Já a capa de banco foi substituída, pela da Zump, com "estrias". Na relação, contamos com coroa e pinhão da Edgers, variando o número de dentes conforme o traçado de cada etapa, e corrente DID RT.



No motor nós utilizamos mangueiras do radiador da Pro Circuit, com maior resistência. A tampa da embreagem, também da marca americana, além de mais resistente, oferece maior capacidade do óleo. O sistema de escapamento foi substituído pelo da Yoshimura, todo construído em titânio e com a tampa do silencioso em fibra de carbono e curva mais curta. Toda a preparação do motor é feita pela Honda Racing Brasil, com um trabalho muito especial que oferece muita potência, sem "pancadas" muito fortes, comuns em uma 450cc. Para finalizar, utilizamos o combustível da VP, com o mix de acordo com a corrida.



Resumindo, o modelo recebeu algumas modificações, mas manteve também muitos itens originais, demonstrando toda a qualidade da motocicleta original, que não exige muita modificação para se tornar mais competitiva. É uma moto com muita base da original", finaliza Reinaldo.



Depois das explicações do chefe da equipe Honda, chegou a hora de colocar a moto campeã na pista e conhecer seu comportamento. Para isso, Negretti assumiu o comando da Honda do Rubini. Confira o seu depoimento a seguir.


"Quando recebi o convite da Dirt Action para andar com a moto do campeão brasileiro, sinceramente, fiquei muito ansioso, afinal de contas eu participei nesta temporada do Brasileiro de Motocross pilotando uma Honda, mas o modelo anterior. Então, estava animado para andar no novo modelo, e que recebeu itens exclusivos que a transformaram numa moto de fábrica.


Como esperado, a moto é impressionante! E não só pela potência que ela entrega, com uma configuração muito forte e rotações intensas, mas se mostrou controlável, com muita tração, muito bem acertada. Pilotar essa moto foi empolgante. A entrega de potência é imediata, sem "buracos", e a frente sempre quer subir. Realmente, não falta força no propulsor muito bem preparado pela equipe Honda. E, claro, o sistema de embreagem hidráulica, original do modelo de linha, é sempre bem-vindo, com funcionamento consistente nas partidas.



O sistema de suspensão é bem mais firme do que estou acostumado a utilizar, mesmo assim se mostrou estar bem acertado, mantendo a roda traseira no chão, permitindo realizar boas curvas e oferecendo muita segurança nos saltos. Trabalhando em conjunto com o poderoso motor, a moto não perde força nas saídas de curva, sempre tracionando e empurrando para a frente. Ela é forte e ágil para sair rápido das curvas.


O sistema de freios também é muito eficiente, afinal de contas, com a força do motor, é necessário um sistema funcional para segurar essa máquina vencedora.


O que mais senti de diferente foi o posicionamento do guidão e das manetes de freio e embreagem. O Rubini utiliza o guidão bem para trás, e como tenho braços compridos, tive alguma dificuldade na pilotagem, pois meu posicionamento ideal é mais para a frente.



Vale ressaltar que a moto da Honda já apresenta uma ergonomia muito boa, permitindo bom posicionamento do piloto, sendo bem estreita e com aletas dos radiadores oferecendo um bom encaixe das pernas e permitindo muito movimento sobre a motocicleta. E total controle.


Resumindo, é uma motocicleta com setup bem diferente do que estou acostumado, e fica claro o gosto do Rubini, que com certeza deve se posicionar na motocicleta mais para trás, abusando da tração traseira, da força desse poderoso motor, e com uma suspensão firme, contribuindo na sua velocidade na pista. Ela se mostrou leve, muito ágil e rápida, exigindo preparo físico para segurá-la. Realmente, ela recebeu um grande trabalho da equipe Honda, que deu condições ao piloto disputar o título da temporada", encerra Negretti.


Fotos Idário Café


 
 
 
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