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Race Test - Honda CRF 250R 2023


Texto Philemon "Filé" Vareda - Fotos Luis Bueno

Depois de apresentar a renovada Honda CRF 450R em 2021, com grandes modificações, inclusive com o abandono do sistema de escapamento com dupla ponteira, todos aguardavam as mesmas alterações no modelo de 250cc, que ocorreram no ano seguinte, apresentando ergonomia mais estreita e um motor mais poderoso. E a novidade conquistou os campeonatos americanos de supercross e motocross de 2022 com o piloto australiano Jett Lawrence. Diante de tantas alterações, realmente não se esperava novidades no modelo 2023, e foi exatamente isso que aconteceu, o novo modelo tem as mesmas características da renovada 2022. Então vamos relembrar o que mudou.


Tendo como plataforma a CRF 450R, que havia sido totalmente renovada em 2021, a 250R trouxe novos plásticos, mais modernos e agressivos, sendo que o acesso à caixa do filtro de ar passou a ser lateral, pelo number-plate esquerdo e o filtro foi fixado de “cabeça para baixo”. O banco ficou mais curto, mais leve e 10 mm mais baixo na parte traseira, para liberar o movimento do piloto sobre a máquina. Os painéis laterais e as aletas dos radiadores também ficaram mais estreitos e mais leves, e fixados com apenas quatro parafusos de cada lado, para acesso rápido e fácil. Já o guidão Renthal é ajustável na posição para se adaptar ao seu estilo.


Novidades no motor foram as válvulas de admissão com molas duplas (uma dentro da outra), para um movimento preciso em rotações mais altas; nova entrada de ar; torres do eixo de comando reforçadas; válvulas recebendo maior fluxo de óleo; alinhamento do eixo do braço do balancim redesenhado; maior volume de óleo para o cabeçote; pistão com mudanças estruturais na parte inferior; para aumentar a durabilidade; biela reforçada; sistema de escapamento com único silenciador; volume da caixa de ar aumentado em 78%; ângulo de inclinação do injetor de combustível aumentado de 30º para 60º; e embreagem com nove discos (antes eram oito); entre outras. O modelo oferece três opções de mapas de ignição. O Modo 1 tem um equilíbrio de potência e torque, adequado para a maioria das condições; o Modo 2 suaviza a potência e o torque, melhorando a tração da roda traseira em terrenos escorregadios ou lamacentos; e o Modo 3 debita com agressividade, próprio para terrenos arenosos. O controle de largada também apresente três níveis, sendo o nível 1 operando a 8.000 rpm, adequado para pistas lamacentas ou para os pilotos menos experientes; o nível 2 basicamente para pistas secas e operando a 8.500 rpm; e o nível 3 arrancando a 9.500 rpm, para pilotos experientes.

O novo chassi é praticamente o mesmo da 450R (mais leve do que o da 250cc anterior), com nova geometria e mais estreito, assim como o subchassi e o braço oscilante. A rigidez lateral do quadro foi reduzida em 20%, tanto na área superior como na inferior, e braço oscilante foi afinado para estar à altura. O sistema de suspensão foi mantido, da Showa, mas recebeu refinamentos, como mais 5 mm de curso no garfo de 49 mm, uma nova relação do Pro-Link e uma mola mais leve no amortecedor.

Essas foram as principais alterações no modelo 2022, que permanecem no modelo 2023. Foi alterado somente o gráfico, mas isso pode passar desapercebido pelo praticante, já que é muito parecido com o anterior.


A Honda CRF 250R 2023 já está disponível nas concessionárias Honda, com o preço sugerido de R$ 71.163 (sem frete).


O modelo que testamos foi oferecido pela nossa parceira Motofield, com a colaboração do amigo Henrique Nagao, que nos permitiu passar o dia testando a motocicleta no Centro de Treinamento Motul Off Road Park, na cidade paulista de Mogi das Cruzes. COMPORTAMENTO - Nesses últimos meses eu não pude participar nos testes da Dirt Action, e quando fui convidado para acelerar a nova Honda CRF 250R, a ansiedade aumentou, até colocar as mãos na motocicleta. Vencedora dos últimos campeonatos americanos de supercross e motocross, esta máquina tem um grande histórico de vitórias e apresenta as últimas inovações do mundo contemporâneo, com uma construção que primou pela maneabilidade, sem perder força e sua grande performance, segundo a marca.

Como vocês viram, a 250R 2023 não mudou, apenas recebeu alguns refinamentos, mas a imprensa internacional comenta que ela possui um comportamento diferente da versão anterior. Enfim, chegou a hora de saber como se comporta a nova máquina da Honda, que nas mãos dos irmãos Lawrence (Hunter e Jett) vem dominando o campeonato americano de supercross. De cara, gostei do visual, com design moderno, agressivo e compacto, o mesmo da 450R, aparentando ser estreita e compacta. E isso se confirma quando você sobe na motocicleta. O posicionamento é confortável, permitindo total controle com a superfície do banco e tanque de combustível bem plana, permitindo muita movimentação durante a pilotagem. Ao acionar o botão da partida, o som do motor intimida. Sem dúvida, uma verdadeiro quatro tempos da Honda. E lá fomos nós para a pista, para conhecer o seu comportamento. Imediatamente me senti bem confortável e à vontade sobre a motocicleta. Ela é ágil e fácil de conduzir, permitindo rápidas mudanças de direção, principalmente nas curvas fechadas, você a coloca onde quer sem qualquer esforço. A facilidade também é encontrada nas curvas de média velocidade.

Ela passa a impressão de ser bem leve, oferecendo a possibilidade de uma pilotagem mais confiante, com controle, inclusive nos saltos, sejam pequenos ou grandes. Ela é fácil de controlar no ar, pelo conjunto leve, estreito e compacto, uma tradição das motos da Honda. Você dificilmente vai tomar algum susto durante a pilotagem, pois seu comportamento é bem previsível e controlável, tanto que permite ao piloto abusar mais na condução, mesmo para um nível agressivo. O motor é valente, mas faltou um pouco de baixa nas saídas de curvas. As respostas na média e alta são satisfatórias. Testando os mapas, notei que no modo 1 a baixa é melhor, mas falta alta. O contrário acontece no mapa 2, perdendo baixa e ganhando alta. O pico da potência não está lá, mas é impressionante como é mais fácil andar com a nova CRF 250R. Acredito que o seu comportamento será satisfatório para pilotos de nível intermediário, mas os pilotos mais experientes deverão dar uma atenção ao motor, procurando o acerto ideal para ter mais baixa, sem perder na média e alta rotações. Em alguns saltos de subida, senti que faltou um pouco de força para ultrapassá-los. Mas neste caso você pode substituir a coroa por uma com um dente a mais. Quanto à suspensão, após realizar alguns ajustes, ela se comportou bem, com um amortecimento mais para “macio”. Mesma coisa: para iniciantes e intermediários, a imensa maioria dos os pilotos, ela funciona bem, bastando acertar o SAG e uma regulagem básica (“clicks”), mas acredito ser necessário a revalvulação para os pilotos mais experientes, para melhorar o seu funcionamento. Ela copiou bem as imperfeições da pista e se mostrou boa nos saltos, mesmo naqueles em que zerei para o teste. O amortecimento foi adequado e equilibrado, proporcionando confiança.

A nova CRF 250R conta com um bom sistema de freios bom, e o desempenho do dianteiro melhorou se comparado com o modelo anterior. Eles oferecem confiança em qualquer momento, mesmo nas frenagens mais bruscas. Apenas recomendo que uma regulagem intermediária na manete, evitando deixá-la muito “alta’, para não ter surpresas na condução. Achei as manoplas originais grossas e ásperas, e aconselho substituí-las por modelos mais finos e macios. Resumindo, a nova CRF 250R manteve o comportamento do modelo anterior. As respostas do motor são mesmo um pouco diferentes, mas permaneceram a agilidade e a versatilidade, qualidades já conhecidas. É uma motocicleta fácil de pilotar, com muita maneabilidade e leveza, e um visual de cair o queixo. ESPECIFICAÇÕES Motor: monocilíndrico, 4V, DOHC, refrigeração líquida Cilindrada: 249,4 cc Alimentação: injeção eletrônica PGM-FI, corpo de 44 mm Transmissão: 5 velocidades Chassi: semiberço duplo, de alumínio Suspensão dianteira: Showa, invertida, 49 mm de diâmetro, 310 mm de curso Suspensão traseira: Showa, 313 mm de curso Freio dianteiro: disco, 260 mm de diâmetro Freio traseiro: disco, 240 mm de diâmetro Potência: 41,3 cv a 12.000 rpm Torque: 2,8 kgfm a 9.500 rpm Tanque: 6,3 L Peso (seco): 99 kg

























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