Entrevista - Waldyr Ferreira - Diretor da Bajaj e KTM
- DirtAction
- há 41 minutos
- 3 min de leitura

A KTM mundial passou por momentos delicados nos últimos anos, com uma crise financeira que foi se arrefecendo com as ações da parceira Bajaj, que recentemente assumiu definitivamente a gestão da marca austríaca.
No Brasil, a subsidiária divulgou a construção da fábrica da marca em território nacional e outra novidade no final do primeiro semestre deste ano: a Bajaj Brasil assumiu as operações comerciais da KTM no País.
Para entender melhor essa estratégia e o que podemos esperar da KTM no Brasil, conversamos com o diretor das empresas, Waldyr Ferreira.
DA – Por que a Bajaj Brasil decidiu assumir as operações comerciais da KTM no país?
WALDYR – A decisão foi resultado de uma avaliação global das operações da KTM. No Brasil, entendemos que a Bajaj, por já contar com uma subsidiária e uma estrutura local consolidada, está bem posicionada para assumir a gestão comercial, abrangendo vendas, pós-venda e marketing. Esse movimento permite maior eficiência operacional, proximidade com a rede e com o cliente final, além de garantir consistência na execução da estratégia da marca no país.
Com essa nova estratégia, algo será alterado na produção e comercialização das motocicletas off-road?
Não há mudanças estruturais imediatas na estratégia de produção e comercialização dos modelos off-road. Seguiremos focados no desenvolvimento do segmento e, adicionalmente, teremos investimentos relevantes em marketing para fortalecer a presença da marca, impulsionar as vendas e ampliar a conexão com o público entusiasta do off-road.
Quantas concessionárias da KTM e Husqvarna atuam no mercado nacional? Há a pretensão de inaugurar outras neste segundo semestre?
Atualmente, contamos com 12 concessionárias distribuídas pelo Brasil. Temos, sim, planos de expansão e estamos avaliando novas oportunidades em cidades estratégicas onde ainda não temos presença, com a expectativa de anunciar novas aberturas ainda este ano.
Comenta-se sobre um projeto para a construção de uma fábrica da KTM no Brasil. Existe essa intenção? Há algum prazo?
Sim, o projeto segue em andamento. Ainda neste trimestre, compartilharemos mais informações sobre a inauguração da nossa planta em Manaus (AM), reforçando o compromisso com o mercado brasileiro e com a expansão da operação local.
A GasGas também faz parte do grupo mundial, mas pouco se comenta sobre a empresa. Qual é a intenção da Bajaj com a marca?
No Brasil, a GasGas segue operando por meio de um distribuidor independente e, neste momento, não integra a operação da KTM sob gestão da Bajaj. Dessa forma, não há mudanças previstas, e a comercialização da marca continuará sendo conduzida normalmente pelo distribuidor no país.
As competições off-road nacionais têm conquistado prestígio mundial, assim como alguns atletas brasileiros. Como a Bajaj avalia esse momento do esporte nacional?
Enxergamos este momento como extremamente relevante para o esporte. O Brasil vem se consolidando no cenário internacional, tanto pelo nível das competições quanto pela formação de atletas de alto desempenho. Nesse contexto, estamos nos estruturando para ampliar nossa presença no universo off-road, com foco em modalidades como Enduro e Rally, contribuindo para o desenvolvimento do esporte e fortalecendo nossa conexão com essa comunidade. Também seguimos firmes e satisfeitos com a parceria da equipe 595 Racing no Motocross.
Depois da crise financeira, como se encontra a KTM no mercado mundial?
A KTM passa por um processo global de reestruturação e estabilização de suas operações. Essa estratégia envolve olhar para cada mercado de forma cirúrgica para garantir a solidez do negócio no longo prazo. A própria transição da operação brasileira para as mãos da subsidiária da Bajaj faz parte desse movimento global de eficiência, assegurando que a marca continue forte, relevante e com foco total no segmento premium.












.jpg)



Comentários