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Entrevista - Mason Klein - Campeão do Sertões BRB


Fotos Murillo Mattos/José Mario Dias

Apontado como uma das potenciais revelações do Dakar, onde já venceu etapa e chegou a liderar a classificação geral neste ano, o californiano Mason Klein chegou ao Sertões como uma surpresa e não decepcionou. Ele venceu a primeira etapa, cresceu ao longo da prova e manteve a consistência para garantir o título em seu ano de estreia.


Indiscutivelmente, a surpresa na 31ª edição do Sertões BRB foi a participação do jovem piloto californiano Mason Klein, que competiu na equipe DM Workshop KTM, do empresário e piloto Dimas Mattos. Ele impressionou a todos desde o início, vencendo logo a primeira etapa – e mais três etapas – e fazendo uma prova consistente para conquistar o título em seu ano de estreia no evento. Vale dizer que ele chegou sem estar familiarizado com a competição.


Mason, 22 anos, já tinha surpreendido no maior rali do planeta, o Dakar, onde foi o nono colocado e melhor novato em 2022 e neste ano venceu etapa e chegando a liderar a Geral em 2023. Portanto, ele tem talento para competir em qualquer prova ou lugar do mundo. Mesmo assim, sua performance no Sertões surpreendeu muitos, ao imprimir um ritmo fantástico, lembrando que na prova estavam nomes de peso e ex-campeões da prova, como o francês Adrien Metge (Yamaha) e os brasileiros Ricardo Martins (Yamaha) e Bissinho Zavatti (Honda). Mas ele não se intimidou e retornou aos Estados Unidos com o troféu de campeão.

Conta a história que ele herdou a paixão pelas motos off road, do pai, Larry, que sempre que pode o acompanha nas corridas, e apesar da idade e da pouca experiência em grandes ralis, ele costuma surpreender, fez isso na sua estreia no Dakar em 2022 e agora no Sertões BRB deste ano.


Claro que não podíamos deixar de bater um papo com esse californiano de pilotagem consistente e enorme capacidade mental, que mesmo competindo com problemas de saúde depois da quarta etapa, se manteve sempre os primeiros. Acompanhe esta entrevista exclusiva e descubra curiosidades do piloto que agora se prepara para a próxima edição do Dakar.


DA – Você participou no Dakar 2023, onde venceu etapa e liderou a Geral. Como é competir no Dakar?

MASON – Ambas as corridas (Dakar e Sertões) foram longas e desafiadoras. O Dakar ainda é a corrida mais difícil porque foram 14 dias, e só terminá-lo já é, obviamente, uma vitória. (Competir no) Sertões foi uma oportunidade incrível e desafiadora, para eu conhecer o povo maravilhoso do Brasil.


Como surgiu a oportunidade de participar no Sertões?

Um dos meus patrocinadores, a 100%, me apresentou ao Dimas (Mattos) e eu aproveitei a oportunidade para tentar algo novo.


Você competiu com a KTM 450 Réplica Rally. O que achou da moto?

A KTM 450 RFR (Rally Factory Replica) é a minha motocicleta de rali normal, e uma motocicleta de enduro da KTM é provavelmente mais adequada para uma prova acirrada e técnica. Mas me sinto mais confortável com a 450 RFR. Na motocicleta de rali, sinto que economizo muita energia porque é confortável pilotar longas distâncias.



O que achou do percurso? Quais foram as suas maiores dificuldades?

O percurso foi ótimo, o “daisy loop” facilitou a logística para a equipe. Sinceramente, o maior desafio para mim não teve nada a ver com a corrida ou com o terreno. Acabei ficando doente no meio da prova e lutei contra ela a partir do etapa 4.


Você venceu a primeira etapa mesmo desacostumado com o tipo de prova que é o Sertões. Você se sentiu confortável logo no início?

Fiquei 100% confortável com minha moto, do Fabio e da KTM Brasil. E os testes que pude fazer com a DM Workshop me permitiram iniciar a corrida com confiança na moto e na equipe. Toda a família DM Workshop facilitou tudo para mim.


Depois de vencer quatro etapas consecutivamente, você passou a administrar a prova, ficando sempre entre os três primeiros. Como foi correr todos os dias tentando manter a liderança?

Na verdade, eu não estava tentando administrar a corrida. Como disse, estava me sentindo muito mal e fiquei apenas focado em me manter hidratado e em não piorar a saúde.


O que achou do nível dos pilotos brasileiros? Quem mais lhe impressionou?

Gabriel Bruning realmente me impressionou como piloto, um competidor inteligente. Eu fiz muitos amigos, então esta é uma pergunta meio difícil de responder. Fiquei impressionado com todas as amizades, entre pilotos e pessoal das equipes. Foi um bom sentimento.


Você venceu com mais de 14 minutos de vantagem sobre o segundo colocado. Esperava esse resultado estreando na prova?

Honestamente, sim! Eu esperava me sair bem, mas o equipamento Stella era muito novo para mim e apresentou desafios ao longo do caminho. Recebi muitos pênaltis!


Qual foi a etapa mais difícil?

Estou acostumado a etapas longas e difíceis, mas fazê-las quando você está doente foi o pior. Ter ficado doente tornou tudo mais desafiador.


O que achou do Sertões?

A competição foi acirrada e os caras realmente aceleraram no final!


Quais são seus planos para o resto da temporada?

O próximo é Dakar. O meu plano é treinar e correr o Dakar com uma nova equipe, a Acacus Racing. Eles realmente se esforçaram para me apoiar na próxima edição, e estou muito animado.








































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