Entrevista - Lucas Dunka/Pro Tork KTM Racing



Foto Rodrigo Junior/Pro Tork KTM Racing

Ter capacidade de se reinventar talvez seja uma das melhores qualidades humanas e sempre trazem bons resultados. Numa situação complicada na vida, buscar novas alternativas e opções para mudar a historia é o que mais tem feito o piloto catarinense Lucas Dunka. Ele passou um período defendendo a equipe Honda, rompeu essa relação no final de 2020 e, quando todos achavam que seguiria uma vida nas redes sociais, o piloto vem com uma moto Yamaha com motor dois tempos (2T) e revoluciona a categoria MX2, vencendo e se tornando o principal destaque das competições.


Não demorou para que, mais uma vez, o piloto mudasse o rumo ao anunciar que, a partir de 2022, passa a integrar outro time, com uma moto nova. Aproveitamos esta mudança de direção para bater um papo com ele e saber o que move esse piloto inquieto, sempre em busca de novos desafios.

DA – Tão logo você anunciou sua saída da equipe Honda, após encerrar a temporada de 2020, todos acreditavam que seguiria a carreira de youtuber, como influenciador digital, mas você continuou competindo em alto nível e faturou o título de 2021 de maneira ímpar. O que estava planejado e o que aconteceu? No começo de 2021 eu entrei para esse mundo do YouTube e influencer, e estava gostando muito, só que os meses foram passando e senti a falta daquela adrenalina de corrida. Já tinha na minha cabeça a ideia de fazer uma etapa de 2T e foi aí que, nesse meio tempo, acabaram mudando o regulamento, com a nova versão permitindo competir com a 250 2T na MX2. Meus parceiros da JP Racing me ligaram e perguntaram se eu tinha vontade de fazer uma etapa de 2T e respondi que sim, que tinha muita vontade. Alguns dias depois eles voltaram a me ligar e falaram para gente entrar junto no projeto e fazer o campeonato inteiro, e ver o que a gente conseguia fazer com uma 2T.

Competir com uma 250 2T foi determinante na conquista do título da MX2 em 2021? Como foi o planejamento da moto e do preparo físico para levar esse importante título? Bom, todo mundo sabe que as manutenções das motos 2T são muito mais fáceis e baratas do que as 4T, então, era a moto perfeita para um time privado, que não tem tanta estrutura. A JP me cedeu uma moto e eu comprei outra; ficou uma para treino e outra para corrida. Já na parte física, o Moiano, que é meu preparador há 6 anos, montou um planejamento bem legal que deu muito certo.

Sobre a moto, como foi a preparação e como vieram os resultados? Usei duas motos na temporada, a de corrida tinha suspensões preparadas pela MX Center. De motor, era completamente original. Roman Jelen nos ajudou muito a trabalhar em cima da moto.

Você se entrosou muito bem com a equipe JP Racing e juntos fizeram um excelente trabalho. Como surgiu essa parceira? No começo do ano eu comprei uma KX450 deles para fazer meus vídeos e tudo mais, e nossa amizade fortaleceu demais depois disso. Pareceu uma segunda família, sou muito grato a tudo que fizeram por mim!

Depois de fechar o ciclo com a JP, você passou a integrar a equipe Pro Tork. Poderia nos contar sobre esse convite e alguns detalhes dessa nova parceria? Eu e o Balbi conversamos muito ano passado, e ele me ligou no começo deste ano e contou sobre a ideia. Quem intermediou tudo foi o Guilherme Kyrillos, um grande parceiro meu. Estou animado em trabalhar com ele, que é uma grande referência para mim. O objetivo é disputar o título da categoria principal no Brasileiro de Motocross e no Arena Cross. Apesar de ser meu primeiro ano, estou muito animado com a oportunidade e confiante na busca por bons resultados.

Você vai competir com motos da KTM, que todos sabem ser uma marca que oferece muita tecnologia. O que sentiu quando acelerou pela primeira vez sua nova moto? É uma moto espetacular, realmente. A adaptação está sendo muito fácil, pois a moto tem muita tecnologia e isso facilita muito na hora de pilotar.

Pilotando uma 2T, que aprendizados você adquiriu nessa última temporada?

Sabemos que andar de 2T requer uma técnica muito grande, aguçada, e evoluí bastante neste sentido. Cheguei em um ponto que vi que podia evoluir muito mais a minha técnica. Isso foi demais!

Com nova equipe, onde será sua base de trabalho? Minha base vai ser em Santa Catarina, mas vou para Minas Gerais treinar com o Balbi alguns dias durante a temporada. Mas principalmente agora, antes dos campeonatos começarem, pois estamos acertando todos os detalhes de treino e preparação da motocicleta. A equipe está muito bem alinhada!

Quais os patrocinadores e apoios que estarão com você nessa temporada?

Bom, quero agradecer primeiramente a Deus, por essa oportunidade. e também à KTM, Pro Tork, Mobius Braces, Maurí Bonatti e a 595 Tattoo. Também agradeço a revista, pelo espaço e incentivo ao motocross no Brasil.



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