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Entrevista - Lucas Dunka



O catarinense sempre foi um guerreiro dentro e fora das pistas. Encarou grandes desafios, mesmo depois de conquistar o título de campeão brasileiro de motocross. Nos últimos anos, competiu em algumas provas internacionais, como o Mundial de Supercross e o AMA Supercross, e nesta temporada conquistou uma vaga na equipe Kawasaki, que tem como chefe de equipe, o mineiro supercampeão brasileiro Antonio Jorge Balbi Jr.


E já nas primeiras etapas do Brasileiro de Motocross, o MX1 GP Brasil Sportbay, quase conquistou a vitória em Ponta Grossa (PR), mas na seguinte, em Castro (PR), ela não escapou das suas mãos, mostrando que continua muito competitivo. Nós conversamos com o Dunka para sabermos mais sobre as novidades na temporada, como está sendo competir com a Kawasaki e as suas pretensões neste ano.


DA – Nesta temporada você está competindo com a equipe Kawasaki. Como surgiu a oportunidade?

DUNKA – O contato veio através do Fábio Wolf, que tem sido um pai e me apoia há alguns anos. Ele me apresentou o projeto da equipe e, sinceramente, aceitei na hora. Vi que era uma oportunidade muito boa e um novo desafio na minha carreira.


Você competiu com motocicletas europeias nos últimos anos e agora retorna a uma japonesa. Como foi essa mudança?

No primeiro momento, fiquei um pouco em dúvida, porque estava há bastante tempo andando em motos europeias. Mas no meu primeiro contato com a Kawasaki, eu realmente me surpreendi, tanto pela qualidade quanto pela performance da moto. A adaptação acabou acontecendo de forma muito natural.


A parceria com a Kawasaki aconteceu próximo ao início da temporada de competições. Como foi a pré-temporada com a nova equipe? Teve tempo de se adaptar às novidades?

Tudo aconteceu muito rápido, cerca de um mês e meio antes da abertura do campeonato. Então, foi uma pré-temporada bem corrida, mas eu já vinha treinando forte. A qualidade da moto e o trabalho da equipe ajudaram bastante nessa adaptação rápida.



Neste início de temporada, você esteve perto de vencer uma bateria, mas a vitória chegou em Castro. Como foi estar no topo do pódio novamente?

Foi uma sensação indescritível. Passei por muitos desafios pessoais e profissionais nos últimos anos, então voltar a vencer significa muito pra mim. Isso me mostra o quanto Deus tem sido bom comigo e o quanto todo esforço valeu a pena.


E qual é a sua expectativa para este primeiro ano com a Kawasaki?Minha expectativa é muito boa. A equipe vem evoluindo a cada etapa e, como falei, tudo começou muito rápido. Ainda estamos fazendo ajustes, entendendo alguns detalhes, mas os resultados já estão aparecendo, e isso motiva ainda mais.


Diferente do Brasileiro de Motocross, no Arena Cross você participou da primeira etapa na categoria Pró, com moto de 450cc. Por que decidiu competir no Arena com outra motocicleta?

Na verdade, eu sempre gostei muito de andar de 450cc. No Brasileiro de Motocross, o regulamento me permite competir na MX2, e isso acabou sendo uma oportunidade importante para eu voltar ao cenário nacional e voltar a conquistar espaço. No Arena não foi permitido, pelo regulamento. 


Você finalizou a abertura do Arena Cross, em Indaiatuba (SP), na sexta posição na geral. Como foi a primeira prova no campeonato e com a 450cc?

Foi uma prova muito positiva. Me senti muito bem nos treinos e principalmente na primeira bateria, andando perto de pilotos muito fortes, como o Greg Aranda. Na segunda bateria eu larguei mal e ainda sofri uma queda, mas consegui terminar com um ritmo forte. Acabei ficando a apenas um ponto do pódio, mas isso me mostrou que tenho potencial para brigar lá na frente.


Na temporada passada, você competiu em algumas provas internacionais. Pretende competir em alguma prova no exterior neste ano?

Por enquanto não está nos planos. O foco total está nas competições aqui no Brasil, mas depois do fim da temporada, quem sabe, talvez possa surgir alguma oportunidade de correr fora novamente.


Pilotos que conquistaram títulos nacionais nem sempre têm garantido lugar em uma boa equipe. Na sua opinião, por que isso às vezes acontece?

Infelizmente, no Brasil muitas vezes acaba valendo o último resultado do piloto, o que é algo triste. Mas também entendo o lado das equipes, porque elas funcionam como empresas. Se os resultados não aparecem, mudanças acabam acontecendo. Faz parte do esporte de alto nível.


Para finalizar, como avalia os campeonatos nacionais, de motocross e Arena Cross? Algo precisa mudar?

No Brasileiro de Motocross, eu ainda vejo alguns pontos que podem evoluir, principalmente em estrutura de box, banheiros e também na organização dos cronogramas. Já o Arena Cross vem fazendo um trabalho impecável, tanto na estrutura quanto na organização. É um campeonato muito bem feito.


Fotos Idário Café



 
 
 

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