Entrevista - Gabriel Andrigo
- DirtAction
- 14 de ago.
- 3 min de leitura

Ele sempre foi um piloto de destaque, colecionando títulos nacionais nas categorias 50cc, Júnior e MX2JR do Brasileiro de Motocross e da AX2 no Arena Cross. Nesta temporada, Gabriel decidiu arrumar as malas e partiu para os Estados Unidos, e surpreendeu todos ao aparecer na primeira etapa do Arena Cross, em Indaiatuba (SP), representando a equipe Yamaha. Ele venceu todas as prova antes da Super Final, e é o líder da categoria.
Abrimos um espaço nesta edição para conversar com este campeão brasileiro e sabermos mais sobre esta temporada, sua ida para os Estados Unidos e o retorno para o Brasil para continuar conquistando vitórias.
DA – Você se transferiu para os Estados Unidos no início desta temporada. Por que tomou essa decisão?
GABRIEL – Eu decidi vir para cá (Estados Unidos) porque no Brasil eu não tinha nenhuma equipe para este ano. Em vez de gastar fazendo o Campeonato do Brasileiro, preferi investir em mim, gastar aqui, fazer uma temporada aqui. Eu tinha alguns contatos e, graças a Deus, deu certo com o Josh, da EBR. Acredito que foi uma escolha muito boa. No final de tudo isso, acredito que serei recompensado futuramente.
Como está sendo esse período nos Estados Unidos?
Está sendo muito bacana, acredito que eu evoluí muito minha pilotagem. O Martín Castelo, aqui do World Moto, é um treinador muito bom e me ajudou a evoluir muito. Com certeza a minha pilotagem evoluiu muito, tanto mentalmente como fisicamente e tecnicamente em cima da moto, um ponto bem positivo na minha carreira.
E você acabou retornando ao Brasil para participar no Arena Cross, onde conquistou a vitória em Indaiatuba e depois em Jundiaí (SP). Como surgiu a oportunidade de retornar ao Brasil?
Mantive contato com o Sandro (Garcia, da Yamaha Monster Energy Geração) e falei que se ele precisasse de piloto pra MX2 ou pra MX1, eu estaria disponível. Graças a Deus, deu tudo certo. Ele acreditou em mim para a 250, porque eu estava correndo na SMX Next aqui. Falei pra ele que seria bacana tentar na AX2, e ele aceitou. Eu sou muito grato pela oportunidade. Consegui sair com a vitória em Indaiatuba e em Jundiaí, e agora a gente tem a final em Interlagos (em São Paulo - SP).

Como foi vencer novamente um evento nacional?
Voltar vencendo no Brasil foi muito bacana. Fazia tempo que eu não ganhava no meu país. Foi um grande alívio para mim. Consegui aquela vitória em Indaiatuba do jeito que foi, aquele dia, aquela noite. Uma noite muito especial que ficou marcada na minha vida.
Com pouco tempo para se preparar para a prova, quais foram as maiores dificuldades neste retorno às competições no Arena Cross?
Estou morando nos Estados Unidos e praticamente vou para o Arena Cross somente na semana da corrida. Então, eu treino bem pouco na moto (do Brasil). Mas, graças a Deus, a estrutura da Yamaha lá em Biguaçu (SC) é incrível. O pessoal me deu toda a atenção lá, consegui testar e ajustar a moto o melhor possível e a gente foi melhorando a moto da primeira etapa, em Indaiatuba, pra segunda, em Jundiaí. E agora, pra última etapa, a gente está tentando fazer alguns ajustes para ir ainda melhor.
E como foi o acerto com a Yamaha?
O acerto com a Yamaha foi somente para andar o Arena Cross, porque o meu calendário aqui nos Estados Unidos é bem corrido também. Portanto, antes da última etapa do Arena, vou estar no Loretta Lynn’s. Vou terminar o Loretta e vou direto pro Arena. Felizmente deu certo fazer o Arena Cross todo e estou muito feliz pela oportunidade que eles me deram.
O Arena Cross tem apresentado grandes disputas nas principais categorias com a presença de grandes nomes internacionais. Como avalia a evolução do campeonato?
É muito bacana o Arena Cross. As equipes estão trazendo bastante “gringos”. Acredito que isso é muito bom, muito bom para o esporte e para a o campeonato. É bacana para o público, para as marcas, para os patrocinadores. Mas a gente não pode esquecer dos brasileiros, que a gente tem tanta capacidade quanto os gringos. Claro que é muito importante os gringos estarem no campeonato, mas mais importante ainda é as equipes estarem com pilotos brasileiros. Acho que é preciso ter os dois.
Para finalizar, quais são os planos para o restante da temporada?
O restante da temporada no Brasil é terminar o Arena Cross. Nos Estados Unidos, vou fazer o Loretta e talvez algumas etapas do AMA Motocross e mais algumas corridas. Eu também corri no México, onde voltar a correr é uma opção. E vou para o Supercross na Índia e, talvez, para o Supercross na Finlândia. Vai ser muito bacana esses próximos passos.
Fotos Rodrigo Junior












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