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Entrevista - Fábio Wolf - KTM Brasil


Neste ano a KTM Brasil comemora cinco anos com a gestão da Factory Powersports e, apesar de enfrentar as adversidades da período, inicialmente com a pandemia e depois com as guerras, que trouxeram instabilidade econômica mundial, a empresa se manteve firme, investindo nos produtos e nas competições. Entre outros, ela fez lançamentos importantes, como seu primeiro modelo nacionalizado de motocross, a 250 SX-F. 


Nas competições, na temporada passada ela acumulou mais de dez títulos nacionais em categorias do motocross, enduro e rali, e revelou grandes talentos, como o jovem Bernardo Tibúrcio e Zion Berchtod, entre outros. Para a nova temporada, a marca se prepara para buscar mais títulos e oferecer ao público modelos incríveis. Conversamos com o Fábio Wolf, diretor da empresa, que fala sobre esses quase cinco anos à frente da grande marca internacional. 


DA – Depois de quase cinco anos administrando a KTM no Brasil, como avalia o trabalho da empresa?

FÁBIO – Não poderíamos estar mais contentes. Enfrentamos inúmeras dificuldades, vencemos todas e crescemos mais de 300% nestes últimos quatro anos. Um sucesso comercial e também nas pistas, onde enfrentamos as grandes marcas brasileiras, ajudamos o esporte a evoluir e saímos campeões como nunca antes a KTM havia pensado no Brasil.


Quais foram as principais dificuldades nesse período?

Enfrentamos grandes desafios. Iniciamos a operação no fim de 2019, tendo que absorver grande volume de motos 2019 ainda no estoque e já lançar o modelo 2020, que estava atrasado, foi muito desafiador. Em 2020 e 2021 nós enfrentamos a maior pandemia do mundo moderno, lockdown, câmbio nas alturas, lojas fechadas... Uma loucura. Em 2022 e 2023 foi o momento de enfrentar a falta de peças na indústria mundial, atrasos enormes nas entregas e uma competição muito maior pela leitura equivocada de mercado que muitas marcas fizeram quando da demanda maior que a capacidade produtiva de 2022, devido à falta de peças. Veja o que aconteceu no mercado de bicicletas, onde a velocidade de produção foi maior e esse erro de leitura fez empresas amargarem grandes prejuízos nos anos seguintes.


Os modelos 250 SX-F e 450 SX-F passaram a ter produção nacional. Como tem sido a receptividade dos consumidores desses dois modelos?

Nossa estratégia sempre foi investir a longo prazo, mostrar para a KTM o potencial que o Brasil tem, e que eles ainda não acreditavam. Assim foi no segmento motocross e também nas motos big trail. Sabíamos do potencial, investimos muito para viabilizar a produção nacional desses modelos e agora estamos colhendo os primeiros frutos dessa estratégia com os modelos de motocross, sendo reconhecidos pelo mercado e trazendo grandes volumes de venda adicional para a rede concessionária, que comemora a grande melhora da marca no Brasil.


E também foi incluído no lineup o modelo limitado 300 EXC Six Days, sinalizando a preocupação com o investimento no mercado nacional. O que levou a marca a introduzir esse modelo?

Com estratégia e investimento a longo prazo, acreditamos que a KTM irá dominar muitos segmentos do mercado brasileiro, como o de enduro. Por isso continuamos a investir na nacionalização de mais modelos, a KTM 300 EXC Six Days é uma das motos mais desejadas mundialmente, o publico brasileiro já merecia ter essa moto disponível a custos menores, o que viabiliza volumes de comercialização e mais uma vez a cadeia toda ganha. Outro sucesso de nossa estratégia de longo prazo.


E para a esta nova temporada? Vamos ter novidades quanto a lançamentos?

Trabalhamos diariamente para a KTM crescer, continuamos a investir e mostrar para a matriz que o potencial no Brasil é muito grande. Precisamos continuar a investir a longo prazo, ter um pós-venda de qualidade, peças e acessórios disponíveis, um lineup maior e atender plenamente a demanda do mercado brasileiro. A fórmula tem dado muito certo, podem ter certeza que muitas outras novidades estão a caminho.


Vocês também têm investido pesado nas competições, com equipes no motocross, enduro, hard enduro e rali, e conquistaram títulos nacionais. Como tem sido atuar em tantas modalidades? 

Divertido! Amamos a competição, está em nosso DNA. E mesmo sendo ainda bem menores que outras marcas, temos ganhado os principais campeonatos e competições do Brasil, como o Rally dos Sertões, Arena Cross e Brasileiros de Motocross, Enduro e Rally.


No rali, vocês conquistaram o título com o americano Mason Klein. Como surgiu a oportunidade de contar com o talento desse piloto e como foi essa vitória? 

Temos contato com o mercado mundial e quando vimos o piloto Mason Klein andando forte no Dakar sem equipe oficial, já ligamos para ele e o contratamos. Em parceria com o Dimas Mattos, trouxemos o piloto que pilotou uma KTM 450 Rally da Factory, e não tinha como ser diferente: fomos campeões do Rally dos Sertões 2023. Agora a concorrência vem atrás, tentando usar nossas fórmulas. Assim é a vida, evoluímos dessa maneira, o mercado também, seguindo os melhores.


Você pode resumir os conquistados na temporada passada?

Foram mais de dez títulos: Rally dos Sertões, com Mason Klein; Arena Cross AX2, com Bernardo Tibúrcio; Arena Cross 65cc, com Zion Berchtold; Sportbay Brasileiro de Motocross (BRMX) MX2JR, com Bernardo Tibúrcio; BRMX MX4, com Willian Guimarães; BRMX 65cc, com Zion Berchtold; Brasileiro de Enduro (BRE) E1, com Lolo Anton; BRE E4, com Rodrigo Lopes; BRE Open, com Felipe Legarrea; BRE E5, com José Cadema Butu; e Brasileiro de Hard Enduro, com Rigor Rico.


E nesta nova temporada, quais as equipes e pilotos que vão representar a marca KTM?

No motocross e enduro estamos com a equipe oficial Pro Tork KTM. No motocross estamos com 14 pilotos brasileiros: Henrique Henicka, Gabriel Mielke, Frederico Spagnol, Luanninha Neves, Gui Ferreira, Zion Berchtod, Guilherme Buozi, Antonio Balbi, José Felipe, Willians Guimarães e também temos na MX1 o Lucas Dunka, patrocinado pela Factory KTM. E ainda um piloto estrangeiro, Harry Kullas, que infelizmente estará fora das duas primeiras etapas, devido ter sofrido um acidente na última etapa do supercross inglês, no qual era o líder. Temos ainda mais 12 pilotos oficiais competindo nas demais categorias e ainda outros pilotos amadores apoiados que disputam campeonatos regionais. Temos realmente um “esquadrão laranja” nas competições. 


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