Entrevista Exclusiva - Guillem Farres - Campeão Mundial

A equipe oficial Triumph estreou na categoria MX2 do MXGP em 2023, em apenas três anos já conquistou vitórias e pódios e nesta temporada disputou o título com o espanhol Guillem Farres. O piloto espanhol teve uma boa temporada em 2025, mas impressionou a todos já no início desta ano, quando venceu a primeira bateria "em casa", no GP da Espanha, e podia fechar o dia com dupla vitória, mas acabou abandonando a segunda com problemas na sua moto. Mas ele continuou se superando: garantiu inúmera vitórias e fechou a temporada com o título, seu primeiro no mundial e um feito inédito da Triumph.
Conversamos com o piloto espanhol que se tornou o sucessor de outro grande campeão da Península Ibérica, Jorge Prado, que agora compete nos Estados Unidos. Confira esta entrevista exclusiva, onde Farres fala do título, a lesão e sobre sua renovação com a equipe, mas para competir na categoria MXGP a partir da próxima temporada.

DA – Poderia começar falando um pouco sobre seu começo no motocross?
FARRES – Meu pai sempre praticou motocross como amador e desde muito jovem, com dois ou três anos, eu já andava de bicicleta ou motos de brinquedo. Comecei a competir em campeonatos na Catalunha, depois fomos competir no Espanhol e mais tarde decidimos correr no Europeu. Passar para o Mundial foi uma questão de tempo.
Você conquistou o título do campeonato. Esperava essa conquista no início da temporada?
Sim, trabalhamos muito duro e demos alguns passos importantes na temporada. E como piloto, você sempre quer vencer. Mas, sim, é chocante estar nessa posição. Trabalhamos para isso, toda a equipe trabalhou para isso, e somos uma equipe vencedora.
DA - Como é fazer parte da equipe Triumph?
Estou muito feliz com a equipe, somos uma família, e temos um ótimo grupo. Todos estão trabalhando duro pelos resultados, e ir a cada final de semana de corrida nem parece que estou trabalhando. Isso tem um papel importante na busca de resultados.
DA - Você sofreu uma forte queda no GP da Suécia. Como foi correr lesionado?
Não é legal, mas acho que tentamos tirar o máximo proveito e conseguimos algumas boas recompensas. É isso que os campeões fazem. Sabe, nos momentos difíceis, você precisa se superar e dar aquele algo a mais. Foi um bom fim de semana no geral.
DA - O piloto belga Sacha Coenen, da KTM, foi o seu principal rival na disputa pelo título. Como é competir com ele?
Sasha é um ótimo piloto de largada e se entrega muito. Ele sempre luta com garra. Então, sim, foi legal. Acho que demos um bom show e estou feliz por ter competido com ele.
DA - Durante toda a temporada, você teve grandes disputas e manteve a posição mesmo pressionado...
Sim, penso que este é um dos meus pontos fortes, que posso ter um piloto na minha traseira me pressionando durante toda a prova sem ficar nervoso. É um sentimento bom e fez manter a posição nas provas.
DA - Foi divulgado recentemente que você renovou com a Triumph para competir na categoria 450 a partir da próxima temporada. Já andou na 450cc?
Sim, sim. Fiz alguns testes. Fizemos alguns testes com a moto e estou feliz em renovar com a Triumph, que é como uma família para mim. Sou muito, muito grato pela oportunidade.
Fotos JP Acevedo












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