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Entrevista - Enzo Lopes e a Honda


O piloto gaúcho, Enzo Lopes, tem uma longa e brilhante carreira no esporte. Sempre esteve em destaque no cenário nacional, e depois de muita luta, determinação e talento, colocou seu nome também no cenário internacional. Nos Estados Unidos teve grandes resultados, e fez parte de grandes equipes, assim como nas suas representações na equipe brasileiro no maior evento do motocross mundial, o Motocross das Nações, lembrando que nos dois últimos anos, contribuiu para os resultados recordes da equipe no evento.


Na temporada passada também surpreendeu ao participar por completo no Arena Cross, estreando na categoria rainha, a Pro, e disputando o título até a última bateria com o campeão americano de motocross, o britânico Dean Wilson, que acabou levando o troféu de campeão.


Mas na nova temporada tudo novo, ele assinou contrato com a Honda Racing Brasil, e vai competir novamente no Brasileiro de Motocross, o MX1 GP Brasil e no Arena Cross, e na categoria 450cc. Depois da sua apresentação na coletiva de imprensa da Honda, conversamos com o novo piloto do esquadrão vermelho para saber mais sobre esse novo desafio.


da - Depois de anos afastado do Brasileiro de Motocross, você retorna nesta nova temporada, e com uma nova equipe. Então, como surgiu a oportunidade de assinar contrato com a Honda Brasil?

As nossas conversas começaram pela metade do ano passado, em junho, eu diria. Eu tinha proposta de todas as equipes aqui no Brasil, mas eu já vinha acompanhando o trabalho do Reinaldo (Almeida - chefe da equipe Honda) e da Honda a algum tempo. Perdi o Arena para o Dean, e dizem que quando tu não podes vencê-los, junte-se à eles. Mas brincadeiras à parte, sempre acompanhei muito o trabalho do pessoal da Honda e do Reinaldo, gostava muito da gestão.


E estava precisando de uma mudança na minha carreira, uma mudança extrema. Então foi o que eu achei melhor para o momento e estou muito, muito feliz com a minha decisão pessoal. Tudo está dando certo, e estou super bem com a equipe, com a moto. Com certeza foi a melhor decisão que eu poderia ter feito.


da - Depois de anos correndo com outra marca de motocicleta, o que está achando da Honda?

Na verdade, eu sempre fui apaixonado pela Honda, sempre gostei muito, andei com ela em 2021 e gostava muito da moto. Enfim, a adaptação tem sido bem tranquilo também, o time tem me ajudado muito, a gente já testou muitas coisas de motor, peças, então foi bem tranquilo, bem tranquilo mesmo. A única coisa que eu tive um pouco de dificuldade foi a altura do guidão, o que não é nada. Não é dificuldade para na adaptação. E os resultados da moto nos campeonatos internacionais e nacionais, falam por si só, e isso me anima para que eu possa representar bem a marca também, buscar bons resultados por aqui.



da - Nesta temporada, você vai competir com grandes adversários, como Fábio Santos, Glenn Coldenhoff e Jeremy Van Horebeek? Qual a sua expectativa para este retorno ao Brasileiro?

A expectativa é com certeza brigar pela ponta, principalmente no Arena Cross. No passado acabei perdendo na última bateria e espero manter o título em casa. Agora vou estar representando a Honda, e vamos trabalhar para manter o título. E no brasileiro a mesma coisa, vamos brigar pela vitória, ser campeão.


Eu fui contratado para isso e eu sei do meu potencial. Obviamente a disputa, o desafio vai ser muito, muito grande competindo com o Aranda (Greg), com o Fábio e todos. São pilotos incríveis, e muito profissionais, então vai ser uma briga e tanto. Vai ser muito bom para o nosso suporte, para nossos fãs. Estou trabalhando, estou dando o meu melhor todo dia, dentro e fora da pista na pré-temporada.


da - Existe a possibilidade de participar de alguma prova internacional? E o Mundial de Supercross, também está nos planos?

Sim, no final do ano vou participar do Mundial de Supercross, e para este início de ano a gente tem planos de fazer a abertura do Mundial de Motocross, na Argentina. Ainda estamos decidindo essa presença na primeira etapa da MXGP, depende da equipe, e principalmente da minha adaptação, não só com a moto, mas de como eu me sinto, da minha velocidade, do meu preparo.


Porque todo mundo sabe que não é brincadeira participar de uma etapa do Mundial, e quando eu vou para uma corrida, eu não vou lá só para andar, e sim dar o meu melhor, então você tem que estar super bem preparado. Até porque o brasileiro começa logo depois. Então, se eu for para esta corrida, quero que seja um mega treino, porque não existe melhor treino, do que uma corrida, ainda mais no mundial.


da - Durante os últimos anos você está competindo no Supercross, modalidade bem diferente do que vai fazer neste ano, correr no motocross, então, qual a expectativa de uma temporada inteira no motocross?

Até então tinha participado de motocross só no Motocross das Nações, e no ano passado praticamente competi no supercross e Arena, e no final do ano no Nações. Penso que é um desafio novo, um desafio bom. Eu cresci correndo no motocross, e acabei deixando isso de lado por causa dos contratos, Estados Unidos e coisas assim, mas nunca deixei de treinar. Então acho que, como eu falei, tem tudo para ser um ano e tanto. É uma temporada boa, difícil, um desafio novo, mas estou feliz, vou dar o meu melhor, e é isso aí.



Enzo e sua primeira capa na Dirt Action, em 2011, quando competia nas mini-motos.

Foto Moacyr Gaya

 
 
 

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