Entrevista - Eli Tomac
- DirtAction
- há 2 horas
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Um dos pilotos de maior destaque na atualidade, que coleciona títulos em diversas equipes – inicialmente na Honda e depois Kawasaki e Yamaha, e estreia neste ano na KTM e, apesar de contar com tudo novo, se mostra muito competitivo e pronto para disputar mais uma temporada na busca por títulos.
Seu começo no campeonato americano de supercross, o AMA Supercross, vencendo as duas primeiras etapas consecutivamente e garantindo a oitava vitória na badalada etapa de Daytona, sinaliza que está confortável na nova equipe e moto e pronto para as batalhas por mais um campeonato.
Você está numa nova equipe e com uma nova motocicleta, em uma nova experiência. Como se sente?
TOMAC – Fiquei ansioso para o início do campeonato e realmente gosto das novidades e de como estamos no campeonato. A KTM se encaixa perfeitamente para mim. Sentando nela e pilotando, gosto do seu comportamento. A equipe também é muito profissional, as pessoas são muito comprometidas com as corridas e estão me ajudando muito em tudo. Fizeram até um sistema de embreagem a cabo pra mim. Estamos muito conectados e acredito que estamos no caminho certo.

Você parece estar confortável na sua nova motocicleta. Foi assim desde o início?
Estou muito, muito feliz com o que estou fazendo agora com essa moto. Claro que tivemos que realizar alguns ajustes, mas tudo foi muito tranquilo. Posso colocar os pés no chão, se quiser, e posso me movimentar e inclinar a moto nas canaletas. Diria que a transição da esquerda para a direita e da direita para a esquerda é muito boa. Consigo pilotar bem e ser muito eficiente com ela. E seu motor é muito bom. O chassi de aço é diferente, ele puxa mais para baixo, é mais plantado no chão, oferecendo mais tração. Então, é uma ótima moto para mim. O triângulo é bom, com apoios dos pés, guidão e banco. Então, me sinto muito em sintonia com a moto, e isso está transparecendo. Isso é legal.
Você estreou na nova equipe no Mundial de Supercross. Como foi essa experiência?
Sim, foi um período curto. Competi apenas dois dias e, então, foi mais um teste, colocando a motocicleta em diferentes condições. Foi uma curta viagem, mas foi legal.
Na segunda etapa do AMA SX, em San Diego, você teve uma grande disputa com o (Ken) Roczen e o (Hunter) Lawrence, que pressionou na última volta. Como foi disputar a vitória com eles?
Sim, foi uma disputa acirrada. No início da corrida, tentei ter paciência. Sabe, o Hunter e o Ken estavam realmente disputando a liderança. Então, tentei me aquecer para a corrida e ficar perto deles, mas também evitar fazer qualquer coisa muito arriscada. E aí, claro, eu estava avançando. Ultrapassei o Hunter e comecei a disputar com o Ken, uma disputa de vai e vem. E na primeira ultrapassagem, pensei: "OK, acho que vou conseguir e posso me distanciar". Mas isso não aconteceu, o Ken voltou e aí foi difícil. Quando finalmente consegui ultrapassá-lo pela segunda vez, voltei a ter um bom ritmo e pensei que estava tudo bem. Mas, na última volta, passei pelo túnel, ouvi um barulho e vi um para-lama vermelho. Pensei no que era aquilo, e era o Hunter. Então, meio que me culpo por não ter prestado atenção, e o Lawrence estava muito quieto na pista. Você simplesmente não sabe, mas eles estão lá. A culpa é minha por não observar as posições na torre e estar atento.

Você venceu duas provas consecutivas em pisos um pouco diferentes...
Sim, foram dois tipos diferentes de piso, em superfícies muito diferentes. Na segunda etapa, o piso parecia de uma pista da Costa Leste, com a terra puxando muito mais a moto, principalmente na frenagem e aceleração. Tinha sulcos e foi boa essa situação. Mas, como disse, era uma superfície muito diferente do fim de semana anterior. Claro que você sonha em ganhar duas etapas seguidas, mas realizar isso é algo raro. Foi um ótimo começo para nós.
Mais uma vitória em Daytona....
As vitórias são todas incríveis, e no caso de Daytona, já ganhei oito provas. Não quero pensar na minha idade. Eu só vou lá e é como se estivesse na minha pista de casa, no Colorado. Gosto da terra desta etapa, e simplesmente amo como essa pista se desenvolve. Mesmo assim, sempre tive que me esforçar e passar por todos os meus principais adversários. Me divertir muito na minha moto e estou feliz em recuperar pontos.
Fotos Guilherme Lima





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