Entrevista - Bernardo Tibúrcio
- DirtAction
- 3 de fev.
- 4 min de leitura

O jovem piloto mineiro tem mostrado nos últimos anos que é um dos pilotos mais rápidos e competitivos no cenário nacional. Surpreendeu a todos com sua pilotagem ainda nos primeiros anos, inicialmente como piloto da KTM, depois como integrante da equipe Honda e agora abre a temporada como piloto da Yamaha, e com um enorme desafio, encarar o Campeonato Europeu de Motocross.
Na temporada passada, ele venceu tudo, o Brasileiro de Motocross, o Arena Cross e ainda a última etapa do Brasileiro de Enduro, sem esquecer da sua grande participação no Motocross das Nações, nos Estados Unidos, contribuindo para a superação do resultado histórico da equipe no ano anterior, com a equipe brasileira conquistando o 12º lugar na última edição da prova.
Neste ano, tudo novo, uma verdadeira reviravolta na sua carreira, com nova equipe e moto, a Yamaha, residência em um novo país residente, na Espanha, e participação em um novo campeonato, o Europeu, além do Espanhol de Motocross. Tibúrcio faz parte da nova equipe da Yamaha, a 115 M78 Racing, com a coordenação de Alan Douglas e chefia do espanhol supercampeão brasileiro e espanhol – e também mundial – Carlos Campano.
São muitas mudanças para uma nova temporada, mas como é de costume, o jovem Tibúrcio recebeu essa missão prometendo muita dedicação e garra, e já está acelerando sua nova Yamaha YZ250F, se preparando para encarar o novo campeonato, com novas pistas e adversários.
Conversamos com ele recentemente, abordando essa mudança radical em sua carreira. Acompanhe esse bate-papo descontraído e saiba mais sobre o novo desafio desse talento nacional!
DA – Como surgiu a oportunidade de assinar contrato com a Yamaha?
TIBÚRCIO – A oportunidade surgiu de forma bastante natural. Venho numa boa evolução e meu trabalho foi sendo acompanhado e reconhecido. Estou feliz com a oportunidade.
DA - Ao invés de participar nos campeonatos brasileiros, seu contrato é para competir na Europa. Foi uma escolha sua ou a equipe tinha essa intenção?
A definição de competir na Europa já fazia parte do projeto desde o início. Não foi algo imposto, muito pelo contrário… Sempre foi um sonho meu poder realizar uma temporada na Europa, e sinto que esse foi o melhor momento para isso. Foi bastante conversado, entre mim, a equipe e a Yamaha. A ideia sempre foi dar esse próximo passo na minha carreira, buscar evolução em um ambiente diferente e mais desafiador. Então, foi uma decisão em conjunto, bem alinhada, pensando no meu desenvolvimento a médio e longo prazos.
DA - E como está sendo a adaptação com a nova motocicleta YZ250F?
A adaptação com a YZ250F está sendo muito positiva. É uma moto com um conceito diferente das que eu vinha usando, mas muito equilibrada. No começo, como toda mudança, exige adaptação, entendimento e ajustes finos. A cada treino eu vou me sentindo mais confortável, entendendo melhor o comportamento da moto e como explorar o conjunto da melhor forma possível. O mais importante é que estou confiante e me sentindo bem em cima dela.
DA - Você se transferiu para a Espanha. Como está sendo esta nova fase na sua vida?
Essa mudança para a Espanha marca uma nova fase muito importante da minha vida, tanto profissional quanto pessoal. É tudo novo: rotina, cultura, idioma e forma de trabalhar. No início não é simples, mas estou encarando isso como parte do processo. Estou focado, motivado e cercado de pessoas que estão me ajudando bastante nessa adaptação, o que faz toda a diferença.

DA - E como estão os treinos neste início de pré-temporada?
Os treinos nesse início de pré-temporada estão sendo muito produtivos. O foco agora é construir uma base sólida, tanto física quanto técnica. Não é momento de forçar resultados, e sim de trabalhar consistência, adaptação às pistas europeias e entrosamento com a equipe. Estou treinando bastante, entendendo o ritmo e absorvendo o máximo de informação possível.
Você faz parte da nova equipe Yamaha 115 M78 Racing. Como é a estrutura da equipe?
A estrutura da nova equipe é excelente. Tenho todo o suporte necessário, tanto na parte técnica quanto na preparação física e logística. Isso me dá tranquilidade para focar exclusivamente no que realmente importa: treinar, evoluir e competir.
Você vai contar com as orientações do campeão brasileiro e espanhol Carlos Campano. Apesar do pouco tempo trabalhando com ele, como tem sido essa nova experiência?
Trabalhar com o Carlos Campano está sendo uma experiência muito especial. Mesmo em pouco tempo, já dá pra perceber o quanto ele tem para agregar. Ele viveu o motocross em alto nível, conhece muito bem o cenário europeu e sabe transmitir esse conhecimento de forma clara. Tenho aprendido bastante, tanto dentro quanto fora da pista, e isso acelera muito o processo de adaptação. Muito feliz e honrado em ter o Carlos podendo me ajudar em tudo nessa nova fase.
DA - Sua carreira deu uma tremenda reviravolta, com tudo novo, como equipe, motocicleta, país e campeonatos. Então, como está sendo essa nova fase na sua carreira? Tem consigo dormir? A pressão é grande?
Realmente, é uma grande mudança. Tudo é novo ao mesmo tempo: equipe, moto, país e campeonatos. No começo, a cabeça fica a mil, mas eu encaro isso com muita tranquilidade. Existe pressão, claro, mas é uma pressão boa, que motiva. Estou dormindo perfeitamente (risos), e os treinos estão intensos (risos), focado e consciente de que essa fase exige paciência, trabalho e constância. Não me cobro além do necessário.
DA - Você vai competir no Campeonato Europeu de Motocross. Qual é a sua expectativa para a primeira temporada?
Para essa primeira temporada no Campeonato Europeu de Motocross, minha expectativa é aprender o máximo possível, ganhar experiência e evoluir a cada etapa. Então, o foco é construção, adaptação e consistência. Quero terminar a temporada sendo um piloto melhor do que comecei, mais preparado e mais completo. Os resultados vão ser consequência desse processo.







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