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Can-Am no Sertões


Dupla Denisio/Idali defende o título de 2019 (Foto: Victor Eleuterio)

Os UTVs foram os últimos a se juntar à caravana do Sertões em 2012, mas não precisaram de muito para se tornar uma atração. Máquinas que nasceram utilitárias e para recreação off-road, os UTVs são a classe de veículos fora de estrada que mais cresce no grid do maior rally das Américas. A edição 2020 garante um número de inscritos de respeito: 56 máquinas, das quais é possível imaginar pelo menos uma dezena de duplas em condições de brigar pela vitória geral. Além de eficácia na navegação e pé direito pesado, será fundamental contar com um equipamento resistente e bem preparado.

Entre as marcas, domínio total da Can-Am e seu Maverick X3. A dupla a ser batida é formada pelos catarinenses Denísio do Nascimento e Idali Bosse (Bompack Racing), que aposta na continuidade para voltar a comemorar ao fim de sete etapas e quase 5 milmil quilômetros de percurso. Depois de alguns contratempos na preparação no cenário da pandemia, o piloto diz ter em mãos o melhor UTV que já comandou e garante que o time está pronto para enfrentar desafios como a chuva e as temperaturas mais altas.

Não há como falar no Sertões e nos UTVs sem citar a 'Família da Poeira'. Tricampeão mundial FIA da categoria e também vencedor do Dakar, Reinaldo Varela repete a tradicional dupla com Gustavo Gugelmin, em busca de uma vitória inédita na geral. Seu filho Bruno conseguiu a façanha em 2018 - os irmãos Gabriel e Rodrigo também lutam para escrever seu nome na galeria dos campeões do rally. Todos estarão à bordo dos Can-Am Maverick X3 XRS da Varela Racing.

Destaque também para a equipe Território Motorsport de Edu Piano, que vai para sua 25ª participação no Sertões. Ele e Rodrigo Luppi se destacaram no começo do ano numa prova na Argentina, em que enfrentaram rivais de toda a América do Sul. Lélio Júnior é o outro piloto do time sediado em Tatuí (SP). Deninho Casarini; Gabriel Cestari, Richard Fliter e Cristiano Batista são outros nomes que vêm de bons resultados. O uruguaio Javier Fernandez Diego, com passagens pelo rally de velocidade e pelas motos, dá o toque internacional na modalidade. E Zeca Sawaya, com seus 67 anos, é o mais velho competidor de todo o rally - assim como seu navegador, Norton Lopes, vem de extensa trajetória no off-road, começando pelas duas rodas (enduro).

Duas duplas - curiosamente de pai e filho - defendem as cores da Polaris - Leandro Torres, que foi campeão da categoria no Dakar, e o estreante Thiago, de apenas 18 anos, o mais jovem piloto da edição. No Can-Am #270 da Varela Racing, Nelsinho Piquet e Álvaro Garnero se alternarão na condução, com Marcos Pastein como navegador. Uma experiência totalmente diferente para o ex-piloto de F-1, atualmente na Stock Car. E o goiano Alok, um dos mais populares DJs do planeta, também terá a chance de experimentar a categoria, no comando do #271.

As mulheres terão cinco representantes na modalidades: a experiente dupla Helena Deyama/Josi Koerich (Equipe MUSA/Divino Can-Am); Corina Newmann/Nicole Newmann (Noistudium Rally Team), mãe e filha que também vão realizar o sonho de correr juntas, além da navegadora estreante Ana Paula Franciosi/BA - (DanGo Racing).

O que eles disseram

Denísio do Nascimento

"O modelo 2020 superou todas as expectativas, nunca andei com um UTV tão bom em toda a minha vida. A Can-Am mais uma vez montou um carro surpreendente e tenho certeza de que vamos trazer mais um bom resultado para a equipe e para a marca, de preferência o bicampeonato. Será um ano totalmente diferente, com possibilidade de chuva e temperaturas mais altas, mas tentamos nos preparar para não sermos surpreendidos. O Sertões 2020 vai ficar para a história"

Reinaldo Varela

"Essa edição promete ser difícil do começo ao fim, mas se você olhar todos os anos temos essa promessa – e o pior é que eles cumprem! Então nós sempre vamos preparados para o pior, por que assim você não é surpreendido. O fato de o rally ser disputado em bolhas vai ser interessante. Mas se você pensar provas longas como o Sertões e o Dakar já te isolam um pouco do resto do mundo. Porque ou você está mergulhado na competição, ou não vai render 100%. Pra fazer uma boa prova, tem que ser assim”.

Bruno Varela

"Basta dizer que a gente espera o ano todo por essa prova. Quando chega, a gente quer que  termine logo! É uma prova legal demais, mas também difícil demais. O nível técnico vai ser sempre alto, seja olhando quem está competindo contra você, seja olhando para o roteiro e os desafios daquele ano. Sobre as bolhas, vamos tirar algumas lições da edição deste ano. Vamos aprender a dar mais valor ao que conquistamos, tendo uma prova grandiosa como essa no Brasil. Eu sempre me orgulho de disputar o Sertões. E nesse ano, com todas as dificuldades que enfrentamos, não vai ser diferente”.

Leandro Torres

“A expectativa é muito grande, num ano complicado como esse vou realizar um sonho dos meus sonhos que é correr com meu filho no Sertões pela primeira vez (o outro sonho será correr com meus 2 filhos no Sertões) e sermos os únicos representantes Polaris, uma marca que sempre esteve ao nosso lado fazendo de tudo para conquistarmos nossos objetivos pessoais e profissionais. Isso representa muita coisa em nossa filosofia de vida. É esse legado que quero deixar ao esporte como um todo. Que venham vários outros desafios na nossa vida.”






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