Ele fez seu nome como um dos principais pilotos a enfrentar a prova mais difícil do planeta, o Rally Dakar. Com 38 anos, Jean Azevedo volta, mais uma vez, às motos para enfrentar o Rally dos Sertões e, em seguida, o Dakar 2013. Experiente e amadurecido, Jean está em busca de títulos e de voltar a ter contato com o tipo de veículo que sempre foi sua paixão. Nesta entrevista, Jean fala dos preparativos, dos novos patrocinadores e dos filhos, que já estão dando as primeiras aceleradas. Confira!
Qual foi o motivo determinante para você voltar a competir na categoria motos?
Tivemos uma grande reestruturação este ano e estamos visando uma maior competitividade nas categorias. Desta forma, retornei às motos e espero continuar conquistando bons resultados.
Como tem sido os preparativos para voltar a competir nas motos?
Os preparativos são intensos. Mesmo pilotando carros, eu nunca parei de treinar na moto, que é minha grande paixão. Na verdade, a moto sempre ajudou enquanto piloto de carro, pois conseguimos ter mais noção do terreno e usamos mais o reflexo. Hoje os treinos são diários e variam entre parte física e atividades práticas com a moto.
Com qual moto vai competir no Sertões?
Vou a bordo de uma KTM 450 Rally.
Da última vez que esteve nas motos no Dakar, em 2011, mesmo depois de ter ficado fora por alguns anos, conseguiu terminar a prova entre os 10 melhores. Quais as metas para este retorno no Sertões e no Dakar?
Toda vez que um piloto compete, ele sempre espera o seu melhor. Por enquanto ainda estou treinando para entender como está meu ritmo de prova e atual competitividade.
Você sabe que novos nomes estão surgindo na modalidade como o Felipe Zanol e o Dário Júlio. Como encara esses novos concorrentes?
Nunca competi ao lado deles, mas sei que são pilotos de extremo profissionalismo. Eles são a nova geração do rali, andam forte e tenho muito respeito por eles. Será um prazer tê-los nas mesmas provas.
Fale um pouco dos seus patrocinadores e sobre o investimento para este retorno.
Continuamos com a parceria com a CCR Nova Dutra e a Prefeitura Municipal de São José dos Campos, que é a minha cidade. Além deles, renovamos com a Fazenda Real, e a novidade para esta temporada é a Avante, patrocinadores que tenho muito orgulho em representar, e espero conquistar bons resultados.
Como a sua família encara esta sua volta às motos? Consentimento total ou alguma opinião contra?
Minha família é a minha base para tudo, eles são meus grandes incentivadores. Quando fui para os carros, até senti que gostariam que eu continuasse na moto, então, agora que retornei, sei que estão muito contentes. Mas sabem que um dia voltarei aos carros.
Sabemos que o seu principal patrocinador, de longos anos, deixou a equipe. Como fica o carro e o caminhão que a compunham?
O caminhão continua, com meu irmão André Azevedo, mas com minha ida para as motos, tivemos que optar por uma das categorias (moto ou carro). Tivemos que equacionar os investimentos.
Por quanto tempo ainda você pretende competir?
Estou com 38 anos e acho cedo para falar em aposentadoria. Enquanto achar que sou competitivo, espero estar nos ralis. Andar de moto é um esporte completo, exigindo tanto do físico, da máquina e do equilíbrio psicológico, principalmente em provas de grande duração que costumo participar. Para quem gosta de desafios é um prato cheio.
Você comentou que seus filhos já estão andando de motos. Acha que é uma continuação da sua carreira?
Meus filhos acabam sofrendo a influência do meio em que vivem e também sabem da alegria que o pai deles tem nos ralis. É natural que gostem também do fora de estrada. Claro que fico muito orgulhoso ao assistir meu filho pilotando uma moto na terra com seus cinco anos de idade. Minha filha, que hoje está com 8 anos, também tem a sua moto. De qualquer forma, vou apoiá-los na profissão que se sentirem confortáveis, seja no meio esportivo ou não.
Além do Sertões e Dakar, pretende participar de outras provas?
Ainda estamos estudando o calendário. A certeza, por enquanto, é apenas Sertões e Dakar.